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OMS: É muito cedo para declarar vitória contra a covid

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OMS: É muito cedo para declarar vitória contra a covid

O diretor-geral da OMS disse hoje que está preocupado com o aumento no número de mortes por coronavírus em algumas regiões do mundo

OMS: É muito cedo para declarar vitória contra a covid
stefanie-rigamonti

Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 1 de fevereiro – Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Adhanom, afirmou estar preocupado com o aumento de mortes por coronavírus em diferentes regiões do mundo, e que ainda não é hora para baixar a guarda.

Adhanom disse que a OMS está investigando quatro sub-linhagens da ômicron, variante do coronavírus ainda vista com preocupação pela organização.

“Estamos preocupados com a narrativa adotada por alguns países de que, por causa das vacinas e porque a ômicron é mais transmissível e tem também menor severidade, prevenir a transmissão não é mais possível nem necessário. Nada poderia estar mais longe da verdade”, declarou o diretor-geral da OMS.

Adhanom deixou claro que o alerta não é necessariamente um pedido de retorno ao lockdown, mas convidou países a usarem todas as ferramentas disponíveis para prevenir a disseminação do vírus, já que, quanto mais casos, mais mortes pela doença o mundo terá.

“Ainda é prematuro para qualquer país se render ou declarar vitória. Esse vírus é perigoso”, advertiu.

O diretor-geral da OMS também lembrou que o vírus deve continuar passando por mutações e que é necessário seguir com estudos para aprimorar as vacinas, já que o coronavírus tem conseguido escapar da proteção oferecida pelos imunizantes disponíveis.

De acordo com a epidemiologista da OMS, Maria DeJoseph Van Kerkhove, que também participou da coletiva, nos últimos sete dias, 22 milhões de novos casos de coronavírus foram reportados à organização, a maioria causada pela variante ômicron. Mas a maior preocupação da organização, segundo Kerkhove, é com o aumento de mortes por covid-19 nas últimas quatro semanas.

A epidemiologista disse que em quatro regiões do mundo há aumento na tendência de mortes pela doença, que “não deveria estar acontecendo no presente”.

Desde o início da pandemia, já são 387 milhões de casos detectados de coronavírus e 5,67 milhões de óbitos causados pela doença. Nesta última onda, há sucessivos recordes de diagnósticos diários no mundo, segundo dados do Our World In Data. Na última segunda-feira, foram 2,8 milhões de novos casos registrados, com o gráfico sugerindo que o pico já foi atingido.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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