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Petróleo pode superar US$150 com sanções à Rússia, diz sócio do CBIE

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Petróleo pode superar US$150 com sanções à Rússia, diz sócio do CBIE

Por importar derivados do petróleo, se Brasil não adotar paridade internacional, pode desabastecer mercado, afirmou Pedro Rodrigues

Petróleo pode superar US$150 com sanções à Rússia, diz sócio do CBIE
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Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 7 de março – O boicote ao petróleo russo por parte dos Estados Unidos pode elevar o preço do barril da commodity para mais de US$150, sendo essa a sanção mais forte contra a Rússia nesse momento, afirmou Pedro Rodrigues, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura, em entrevista à TC Rádio nesta segunda-feira.

“Do ponto de vista energético, esse tipo de sanção, por parte dos EUA, que incluiria o gás natural russo, muito importante para a Europa, causaria um caos, com o barril do petróleo chegando a um patamar acima de US$150”, avaliou.

O barril do petróleo tipo Brent, referência para a Petrobras, tocou US$139 nesta madrugada, maior patamar desde 2008. A alta acontece depois que autoridades americanas disseram estudar o banimento de importações de óleo da Rússia, um dos maiores produtores e exportadores da commodity.

Nesse sentido, um possível banimento da Rússia pode acelerar as negociações para o restabelecimento de um acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irã, mas isso, segundo o gestor, pode se traduzir em outros riscos geopolíticos

“A estratégia de retirar o boicote do Irã, por parte de Biden, é arriscada, assim como uma negociação entre os EUA e a Venezuela, dando mais poder ao presidente Nicolás Maduro. É uma decisão difícil, mas se as sanções contra a Rússia se efetivarem, os EUA, principalmente, não terão outra saída a não ser negociar com Irã e Venezuela”, advertiu.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a política de preços da Petrobras. Em meio a disparada do preço do petróleo no mercado internacional, Rodrigues acredita que possa ser inevitável não haver um aumento dos combustíveis no Brasil.

“O Brasil é um grande produtor de petróleo, mas também importador de derivados da commodity, como gasolina, gás de cozinha e óleo diesel, então se não pratica preço de paridade internacional, pode haver risco de desabastecimento no mercado. Esse é o motivo de haver paridade internacional. Se o preço do petróleo continuar subindo, é inevitável não haver aumento de combustíveis por aqui.”

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Allan Ravagnani
Arte: Mover

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