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Petróleo sobe com análise de que quantia liberada de reserva nos EUA é insuficiente

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Petróleo sobe com análise de que quantia liberada de reserva nos EUA é insuficiente

A negativa do Reino Unido em reduzir as reservas estatais, comunicada pelo ministro de energia britânico, colaborou para a alta do petróleo

Petróleo sobe com análise de que quantia liberada de reserva nos EUA é insuficiente
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Atualizado há 6 meses

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São Paulo, 23 de novembro – Os futuros do petróleo Brent operavam em alta perto do meio-dia, após o senador americano Chuck Schumer afirmar que a liberação de 50 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas dos Estados Unidos proverá apenas um alívio temporário aos preços no país.

A visão de Schumer é corroborada por Márcio Fontes, diretor da ASA Investments, que falou hoje sobre a commodity em entrevista à TC Rádio.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia, o consumo global de petróleo em 2019 estava em torno de 100 milhões de barris por dia. O número contrasta com a quantidade liberada pelos EUA, que poderia apenas suprir meio dia de demanda global com a recuperação do consumo para os níveis de 2019.

“É uma medida paliativa, que visa enfrentar uma situação mais estrutural. Não há energia limpa o suficiente e teremos dificuldade em utilizar energia mais suja, porque não há investimento”, avaliou Fontes.

O analista da Mundo Mercado Commodities, Alê Delara, também avaliou que o movimento dos EUA foi percebido pelo mercado como insuficiente para conter a trajetória altista do petróleo. Ele lembrou que o país precisa manter volumes mínimos em suas reservas, seguindo regras da Agência Internacional de Energia, o que gera dúvidas quanto à capacidade de controlar os preços.

“Amanhã é outro dia. Por mais que os EUA usassem até o limite de seus estoques estratégicos, há um limite, então não há muito o que se fazer. É um paliativo. O fundamento não mudou, continua construtivo para alta”, afirmou Delara.

A negativa do Reino Unido em reduzir suas reservas estatais, comunicada pelo ministro de energia britânico, também colaborou para o movimento de alta do petróleo. A Índia anunciou liberação de cinco milhões de barris e a Coreia do Sul disse que deve participar da iniciativa, sem afirmar a quantidade a ser liberada.

Por volta das 12h, a commodity do tipo Brent avançava 1,68%, retomando ao patamar de US$81 por barril. Já o petróleo WTI, referência para o combustível extraído e fabricado nos EUA, ganhava 1,73%, cotado a US$78,08 por barril.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Arte: Mover

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