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Petróleo toca os US$139 o barril, maior alta em 13 anos

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Petróleo toca os US$139 o barril, maior alta em 13 anos

Há conversas entre países ocidentais para barrar as exportações russas de petróleo, piorando o cenário para a oferta da commodity

Petróleo toca os US$139 o barril, maior alta em 13 anos
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Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 7 de março – A aversão a risco domina a abertura do pregão desta segunda-feira, com os investidores ponderando o impacto da maior alta semanal das commodities em um década sobre a atividade e a inflação global.

Com a guerra na Ucrânia entrando na segunda semana, devem piorar a escassez de oferta de produtos agrícolas, metálicos e de energia. O petróleo opera na máxima desde 2008, acima de US$125 o barril, depois de tocar os US$139 nesta madrugada. Há conversas entre países ocidentais para barrar as exportações russas de petróleo, piorando o cenário para a oferta da commodity.

Nessa esteira, as bolsas na Europa e os futuros nos Estados Unidos operam em queda. Perto das 7h30, os futuros de S&P500 e Nasdaq 100 recuavam 1,52% e 1,65%. A maioria das moedas perdia força contra o dólar americano e os rendimentos da renda fixa dos países ricos recuavam. Ações de bancos, tecnológicas e varejistas europeias pesavam, levando o índice Stoxx Europe 600 às mínimas de um ano.

Uma reunião dos ministros das Relações Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, está prevista para hoje, enquanto o grupo de defesa debate quais medidas adicionais devem ser tomadas em resposta à guerra na Ucrânia. Com um calendário econômico vazio hoje, a guerra continua no centro do palco.

O evento mais importante desta segunda-feira é a esperada terceira rodada de negociações entre russos e ucranianos, prevista para começar por volta das 14h.

Bolsa brasileira

O Ibovespa deve abrir em queda, mesmo com a esperada valorização em produtoras de commodities. O EWZ perdia 1,95%, enquanto as ADRs da Vale e da Petrobras avançavam 3,47% e 3,03%, respectivamente.

Câmbio

Algumas moedas de países exportadores de commodities operavam estáveis, mas o sentimento geral de aversão a risco deve fazer com que o dólar futuro abra em alta hoje na B3.

Juros

Os juros curtos devem abrir em alta, seguindo expectativas de um ciclo mais longo de alta na taxa básica Selic. Já os juros longos devem seguir o câmbio e o sentimento geral de risco.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Gustavo Bonato
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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