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TRAD3

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Atualizado há cerca de 1 ano

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São Paulo, 5 de outubro – Começou nesta segunda-feira o prazo para o cadastramento de informações dos futuros usuários do serviço de pagamentos Pix, do Banco Central. Até às 18h30, foram feitos 3,5 milhões de cadastros, segundo o BC. O novo sistema promete facilitar as operações de pagamentos e transferências de recursos com menor custo do que o cobrado hoje pelos bancos. Ele entrará em vigor no dia 16 de novembro e o cadastro da chave do usuário é o primeiro passo para seu funcionamento. Cada usuário poderá cadastrar cinco chaves em cinco instituições financeiras diferentes. 

Mais de 600 instituições estão aptas a fazer o cadastro e, segundo o Banco Central, na primeira hora da abertura do cadastramento, 50 mil chaves haviam sido registradas. O número demonstra o entusiasmo do mercado para a adoção do Pix como meio de pagamentos. 

Na prática, o cadastro consiste em registrar a chamada “chave Pix”, que funcionará como a identificação do usuário. Ela pode ser o número de telefone, o CPF, o e-mail ou uma chave aleatória, uma espécie de token. No caso das empresas, em vez do CPF, o número usado é o do CNPJ. 

A criação do Pix busca facilitar o pagamento de boletos, impostos e compras. Além disso, ele funcionará como um meio de transferência de recursos, mas, diferente do DOC e da TED, permitirá operações a qualquer hora do dia, sete dias por semana. 

O que é o Pix

O Pix é um novo meio de pagamento anunciado pelo Banco Central em fevereiro de 2020. Todos os bancos e fintechs com mais de 500 mil contas ativas são obrigadas a oferecer o novo serviço de pagamento aos seus clientes.

O sistema traz diversas possibilidades, sendo a principal a transferência de valores entre pessoas. Além disso, o Pix deve facilitar transações de pagamento de contas e até mesmo o recolhimento de impostos e taxas de serviços. Também será possível realizar pagamentos em estabelecimentos usando o Pix.

 

As principais características do Pix estão em sua disponibilidade e rapidez. As restrições que existem hoje para enviar quantias, pagar contas e demais transações bancárias, deixarão de existir para dar lugar a um serviço instantâneo que funciona 24 horas por dia.

Como vai funcionar o Pix

Segundo o Banco Central, as transações realizadas em tempo real pelo Pix poderão ser feitas entre pessoas; entre pessoas e estabelecimentos comerciais; entre estabelecimentos; e para entes governamentais, no caso de taxas e impostos. 

Tanto o pagador, que envia o dinheiro, quanto o recebedor, que receberá os valores, precisam ter uma conta em banco, instituição financeira ou fintech. Essa conta não necessariamente precisa ser uma conta corrente. Além disso, é necessário estar cadastrado no Pix e possuir uma chave Pix, que pode ser o seu CPF ou CNPJ, telefone, e-mail ou uma chave aleatória.

As chaves Pix são uma espécie de apelido para identificar a conta dos usuários, ou seja, o endereço das contas. Em vez de usar várias informações – nome completo, CPF, agência e conta, como acontece hoje em uma transferência de valores, o usuário do Pix poderá apenas informar uma das chaves do destinatário.

Cada usuário pessoa física poderá cadastrar até cinco chaves Pix por conta. No caso das pessoas jurídicas, o registro pode ser de até 20 chaves, também por conta. Mas não se pode usar a mesma chave para diferentes contas. Por exemplo: ao adicionar seu número de telefone como chave da conta A, você não poderá usá-lo também na conta B. Nesse caso, será necessário fazer a portabilidade de chaves para mudar o vínculo para uma nova instituição, ou cadastrar uma chave diferente.

O que muda com o Pix

A proposta do novo meio de pagamentos é de permitir transferências e pagamentos de forma rápida e mais barata. 

Hoje, para realizar uma transferência entre contas bancárias de diferentes instituições, o cliente precisa optar por fazer uma Transferência Eletrônica Disponível, TED, ou um Documento de Ordem de Crédito, DOC. No caso da TED, a transferência cai no mesmo dia, desde que seja respeitado o horário estipulado pela instituição para a transferência. Já no caso do DOC, o valor transferido hoje só ficará disponível na conta do destinatário no próximo dia útil. Além dos transtornos com os prazos das transferências, tanto a TED quanto o DOC são pagos – e algumas instituições chegam a cobrar mais de R$ 20,00 pela operação.

Com a chegada do Pix, isso não será mais um problema. Afinal, transferências entre contas poderão ser feitas de forma gratuita todos os dias da semana, 24 horas por dia. E o mais legal: em poucos segundos! Além disso, os pagamentos de boletos, transações físicas, por cartões ou dinheiro vivo também devem ser substituídas pelo uso do Pix.

Os riscos do Pix

O PIX representa um risco para a rentabilidade e a performance dos bancos e sua evolução deve ser monitorada de perto pelos investidores, alertam os analistas da XP Investimentos em relatório. 

Em relação ao engajamento ao sistema, a XP observa que o BC fechou um acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, mas não com outras empresas de outros setores. Isso aumentaria o risco de outros segmentos não participarem da plataforma, como já ocorre com o comércio, que não é obrigado a utilizar o sistema. 

A XP vê ainda um risco de segurança e fraudes, dado que a atenção aos golpes cibernéticos ainda é baixa e a evolução principalmente de golpes como o “phishing”, e-mails usados para capturar senhas de clientes, vem crescendo bastante.

Texto: Ana Carolina Amaral

Edição: Angelo Pavini

Imagem: Marcello Casal Junior/Agência Brasil

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