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Pnad Contínua: Taxa de desemprego recua, com trabalhadores autônomos registrando nível recorde

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Pnad Contínua: Taxa de desemprego recua, com trabalhadores autônomos registrando nível recorde

Nos meses de maio a julho, o desemprego pela Pnad ficou em 13,7%, mostrando queda de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior

Pnad Contínua: Taxa de desemprego recua, com trabalhadores autônomos registrando nível recorde
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Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 30 de setembro – A taxa de desocupação do Brasil recuou no trimestre móvel encerrado em julho, vindo ligeiramente melhor do que a expectativa do mercado. Mas o indicador foi puxado pelos trabalhadores autônomos, que atingiram nível recorde no período, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, Pnad Contínua, do IBGE.

Nos meses de maio a julho, o desemprego pela Pnad ficou em 13,7%, mostrando queda de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e ligeiramente melhor que o consenso do mercado, que esperava taxa de 13,9%. Na comparação anual, o índice ficou praticamente estável, uma vez que havia registrado taxa de desocupação de 13,8% no mesmo período do ano passado.

Autônomos

O número de trabalhadores que atuam por conta própria atingiu recorde da série história no trimestre, chegando a 25,2 milhões de pessoas. Na comparação com o trimestre móvel anterior, a alta foi de 4,7%, enquanto na base anual o avanço foi de 17,6%, o equivalente a 3,8 milhões de pessoas.

A população desocupada também registrou queda na base sequencial da Pnad, indo a 14,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho. Porém, na comparação anual, o número mostrou avanço de 7,3%, ou 955 mil pessoas desocupadas a mais. Isso ocorre porque a população fora da força de trabalho caiu 2,9% ante o trimestre anterior e 6,1% no ano.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, excluindo trabalhadores domésticos, foi de 30,6 milhões de pessoas. O dado representa alta de 3,5% frente ao trimestre anterior e 4,2% ante mesmo trimestre de 2020. No entanto, o avanço dos empregados sem carteira assinada foi consideravelmente mais expressivo, chegando a 10,3 milhões de pessoas, ou alta de 6% no trimestre e 19% no ano.

Texto: Peter Frontini
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinicius Martins / Mover


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