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Poupança tem terceiro pior resultado para um ano em 2021

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Poupança tem terceiro pior resultado para um ano em 2021

Em dezembro do ano passado, mês tradicionalmente positivo, houve captação líquida de apenas R$7,66 bilhões na caderneta de poupança

Poupança tem terceiro pior resultado para um ano em 2021
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Atualizado há 5 meses

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Brasília, 6 de janeiro – A tradicional caderneta de poupança registrou retirada líquida de R$35,5 bilhões em 2021, terceiro pior resultado para um ano desde o início da série histórica, em 1995, em meio à normalização da atividade econômica, reportou o Banco Central nesta quinta-feira.

Em 2020, a poupança registrou entrada líquida recorde de R$166,3 bilhões. Já em dezembro passado, mês tradicionalmente positivo, houve captação líquida de R$7,66 bilhões.

No consolidado do ano, os saques superaram os depósitos em R$34,7 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, enquanto na poupança rural houve retirada líquida de R$741 milhões.

Em 2021, a poupança registrou sete meses de retirada liquida, ao passo que em cinco meses registrou captação líquida, em meio ao pagamento do auxílio emergencial pelo governo, em decorrência da pandemia da covid-19, transferência essa finalizada em outubro.

Na sequência, a partir do mês de dezembro, o governo passou a pagar R$400 às famílias beneficiárias do Auxílio Brasil, seu novo programa social, por meio da edição de Medida Provisória pelo presidente Jair Bolsonaro.

Rendimento

Também em dezembro passado, o Comitê de Política Monetária, o Copom, elevou a Selic, taxa básica de juros, em 150 pontos-base, a 9,25%. O aperto monetário promovido pelo colegiado alterou a rentabilidade da caderneta, seguindo regra estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

De acordo com a regra, quando a Selic passa de 8,5% ao ano, a poupança volta a render 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano mais Taxa Referencial, que segue zerada. Anteriormente, quando a Selic encontrava-se igual ou abaixo de 8,5%, a poupança rendia 70% da taxa básica de juros, ou 5,43% ao ano mais a Taxa Referencial.

Com isso, a poupança torna-se instrumento competitivo em relação a outros investimentos, por ser isenta do Imposto de Renda.

Mudança da regra

Em novembro passado, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a autarquia estuda mudar a regra de correção da caderneta de poupança, apesar de ponderar a necessidade de realização de uma consulta pública, por ser uma mudança “muito profunda”.

“Em algum momento, deveríamos pensar em anunciar uma fórmula de poupança mais ‘hedgeável’ e casada com destinação dos recursos”, afirmou em evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo.

A resposta, na ocasião, veio em sequência ao questionamento de Meyer Nigri, ex-diretor-presidente da Tecnisa, acerca da possibilidade de alterar a remuneração da poupança, da Taxa Referência para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Angelo Pavini e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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