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Preços dos combustíveis, eleições 2022, banco Inter: Mais Lidas

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Preços dos combustíveis, eleições 2022, banco Inter: Mais Lidas

A Petrobras subiu os preços dos combustíveis pela primeira vez no ano, após 11 ajustes em 2021; veja as notícias mais lidas

Preços dos combustíveis, eleições 2022, banco Inter: Mais Lidas
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 16 de janeiro– O primeiro aumento de preços dos combustíveis feito pela Petrobras no ano e chamou a atenção dos brasileiros na semana. Direcionada às distribuidoras, essa inflação pode impactar novamente no poder de compra dos consumidores, mostrado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA. Os investidores reagiram bem ao reajuste e as ações da estatal impulsionaram a alta semanal do Ibovespa.

Além disso, a eleição presidencial de 2022 continua no radar. Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente e a rejeição do governo atual acima de 66% na pesquisa Quaest/Genial, a competitividade do presidente Jair Bolsonaro acendeu um alerta, conforme a análise dos editores da Scoop by Mover Machado da Costa e Leopoldo Vieira. Por outro lado, o fortalecimento do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, pode favorecer o chefe do Planalto Central.

Os investidores também estão de olho nas perspectivas para os papéis do banco Inter. A prévia operacional do quarto trimestre do banco digital foi vista pelo BTG Pactual e Bradesco BBI como resultado neutro. As casas de análise reiteraram a recomendação de compra para a unit da fintech, mas as ações do banco digital desvalorizaram na semana. Confira abaixo as notícias mais lidas!

Primeira alta dos preços dos combustíveis

O ano de 2021 foi marcado pelos 11 aumentos nos preços de combustíveis às distribuidoras, o que impactou diretamente na inflação, junto com a energia elétrica e os alimentos, diminuindo o poder de compra dos consumidores brasileiros. Na última terça-feira, 11, a Petrobras anunciou o primeiro reajuste de 2022, e as ações da estatal subiram, impulsionando a melhor semana do Ibovespa desde março.

A gasolina ficou 5% mais cara nas distribuidoras, a R$3,24 por litro, enquanto o diesel teve alta de 8%, passando a custar cerca de R$3,61 por litro, desde a última quarta-feira, 12. No entanto, para a Ativa Investimentos, o preço da gasolina continua defasada . O economista da corretora, Guilherme Souza, afirmou que o dólar perto dos US$5,60 é um “fato importante que deixa um espaço para aumento de 5% no valor do combustível”.

A política de preços da Petrobras acompanha os parâmetros internacionais, ou seja, o cálculo é feito a partir dos preços do petróleo tipo Brent, que é cotado em dólar. Em meio ao rali, a commodity superou os os US$86 na semana.

Além disso, o descongelamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, sobre os combustíveis pelo Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda, Comsefaz, que estava suspenso desde novembro, pode pressionar mais ainda os preços. A medida valerá a partir de 31 de janeiro.

Reagindo aos novos preços dos combustíveis, as ações ordinárias (PETR3) e preferenciais (PETR4) contribuíram para o Ibovespa fechar a melhor semana desde março do ano passado. Na semana, os papéis dispararam 12,10% e 11,60%, respectivamente.

Competitividade de Bolsonaro em 2022

A pesquisa eleitoral realizada pela Quaest em parceria com a Genial Investimentos ressaltou o risco de a eleição presidencial de 2022 ser definido no primeiro turno. Enquanto Lula segue na liderança, a rejeição do presidente Jair Bolsonaro subiu de 64% para 66%, segundo o estudo. Essa prévia liga um alerta para a a competitividade do chefe do Executivo.

Do outro lado da moeda, o fortalecimento do ministro da casa Civil, Ciro Nogueira, a palavra final da execução orçamentária, deve beneficiar o atual presidente. O gerenciamento do cumprimento do Teto de Gastos mais flexível ou das metas primárias, porém, seguirão sob responsabilidade do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Fontes do meio empresarial disseram ao Scoop by Mover  que há pressão para que Bolsonaro desista da candidatura em prol do fortalecimento de uma terceira via de centro-direita liberal e em troca da preservação de sua família em investigações futuras. A ideia, porém, é rechaçada por apoiadores e pelo presidente, segundo um ministro palaciano.

Aceno de Lula à esquerda

Além da pesquisa Quaest/Genial, o levantamento da XP e Ipespe reafirma Lula à frente na corrida eleitoral, que está com 44% das intenções de voto contra 24% de Bolsonaro no primeiro turno. No caso de um segundo turno, o ex-presidente seria escolhido por 56% dos candidatos.

Uma das preocupações do mercado é que, com uma eventual vitória de Lula, seja feito um “revogaço” de medidas liberais aprovadas nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro – que englobaria reforma trabalhista, Teto de Gastos e privatizações.

Mas o debate do “revogaço” e até mesmo o artigo assinado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, na semana anterior, em defesa da retomada da visão desenvolvimentista, não expressam uma espécie de “insurreição dilmista”, afirmaram interlocutores aoScoop by Mover.

De acordo com eles, a estratégia é dar espaço para “muitas vozes” nesta etapa, mostrando que Lula está buscando fortalecer aliança com aliados e eleitores tradicionais da esquerda.

Perspectivas para o banco Inter

De acordo com a prévia operacional, divulgada na última terça-feira, 11,  o banco Inter registrou alta de 89% na carteira de clientes no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2020. O número de clientes dobrou entre 2020 e 2021. Esse cenário já era esperado pelo BTG Pactual e Bradesco BBI. Por isso, consideraram o relatório neutro.

As casas de análise reiteraram as recomendações de compra à unit do banco digital (BIDI11), com potencial de valorização superior a 100% dos atuais preços. Contudo, os analistas do Bradesco BBI alertam para um risco na macroeconomia, o que pode impactar as ações do Inter neste ano.

No entanto, a semana do banco Inter não brilhou. Enquanto a unit (BIDI11) acumulou perda de 10,77%, enquanto a ação preferencial (BIDI4) desvalorizou 10,80%.

Oferta pública da Eletrobras

A Eletrobras informou na última quarta-feira, 12, que pretende protocolar uma oferta pública global de ações ordinárias e recibos de ações, ADRs, nos Estados Unidos no segundo trimestre, o que faz parte de seu plano de desestatização.

Esse processo de oferta pública de ações é chamado de subsequente, também é conhecido como follow-on, pois, diferentemente do IPO, os papéis já são negociados no mercado de capital aberto.

O secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, informou em audiência pública que a expectativa do governo é conseguir R$100 bilhões com a venda das ações.

Os investidores receberam bem a notícia. A ação ordinária (ELET3) subiu 5,26% nesse dia, e a preferencial classe B (ELET6) avançou 4,05%. Ambas fecharam a semana no azul, acumulando ganhos de 4,12% e 3,08%, respectivamente.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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