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Atualizado há 10 dias

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Brasília/São Paulo, 17 de novembro – O dólar pode alcançar o patamar de R$6,00 já no início de 2022, à medida que as eleições se aproximam e elevam o risco fiscal por conta da tendência do governo de aumentar os gastos públicos, principalmente com programas sociais, avaliam especialistas ouvidos pela Mover.

“Se tivermos a continuidade dessas pesquisas, que colocam Lula à frente de Bolsonaro, e vencendo no segundo turno, a partir de janeiro ou fevereiro, é certo que vamos ter câmbio a R$6,00 ou até mais”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus e trader de dólar futuro. Para ele, o cenário eleitoral ainda não está precificado na moeda.

A moeda brasileira vive “um dia por vez”, concentrando-se neste momento na resolução da Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios no Congresso, alerta Laatus.

Com as incertezas para o orçamento de 2022, inflação acelerada e cenário pré-eleitoral, os especialistas veem que a curva de juros tem refletido mais claramente os riscos locais do que o câmbio.

O relatório Focus mostra que a mediana das expectativas coloca o dólar em R$5,50 para este e para o próximo ano, próximo aos patamares atuais, com a taxa PTAX de 17 de novembro em R$5,499.

‘Teto do teto’, ‘piso do piso’

Alfredo Menezes, ex-tesoureiro do Bradesco e diretor da Armor Capital, vê o “teto do teto” para o dólar em 2022 girando em torno de R$6,20. Apesar disso, diz não ver a moeda, atualmente, “tão fora do lugar”, descontando a inflação e a piora do quadro fiscal local. Para ele, o câmbio corrigido pela inflação no Brasil está próximo aos níveis de fechamento do ano passado.

“A gente não vê a hipótese de o real se fortalecer, e achamos que R$5,10 por dólar seria o ‘piso do piso’ para o câmbio”, detalhou, mencionando o tradicional período de volatilidade que acompanha as eleições.

De acordo com ele, em um cenário que não contemplasse a possibilidade de reeleição, ou sem maiores riscos, o câmbio de equilíbrio deveria girar em torno de R$5,30, considerando-se apenas fundamentos cambiais como diferencial de juros e de inflação. “Temos viés um pouco mais pessimista”, admite Menezes.

A maior parte do volume do “carry-trade”, estratégia do estrangeiro para ganho com a diferença de taxas de juros entre Brasil e exterior, já veio para o mercado brasileiro, afirmou Laatus. Ele diz não observar cenário de novo fluxo de entrada de moeda estrangeira no país em 2022, em uma conjuntura que contempla aperto monetário por autoridades mundiais, como o banco central dos Estados Unidos. Menezes concorda, apontando que “em ano de eleição, o fluxo de ‘carry trade’ é sempre baixo no Brasil”.

Para Menezes, dentre as principais questões acerca do câmbio estão mudanças estruturais nas dinâmicas de conta capital do país, com queda no investimento direto e aumento do acesso de investidores brasileiros a produtos em dólar.

“De 2019 para cá, houve uma piora significativa no investimento direto no Brasil, e até 2019 apenas os clientes muitíssimo ricos teriam acesso para investir no exterior, o que mudou com a ascensão das plataformas digitais”, afirma.

Em seis das últimas sete semanas, o fluxo cambial semanal reportado pelo Banco Central foi negativo. Desde o começo de outubro, a saída de moeda estrangeira atinge R$8,44 bilhões. No ano, o saldo é positivo em R$24,84 bilhões.

Atuação do Banco Central

Somado ao baixo fluxo de entrada de capital, Laatus acredita que a Selic se aproxima de um patamar “que mais preocupa” do que anima pelo potencial de investimentos incentivados pela taxa de juros local.

O Banco Central elevou em 150 pontos-base a taxa básica de juros, para 7,75% ao ano, na mais recente reunião do Comitê de Política Monetária, e indicou aumento da mesma magnitude para dezembro.

Em outubro, desde que encerrou os leilões de swap para rolagem de vencimentos programados para janeiro, o BC não anunciou mais leilões para esse tipo de operação, programados para fevereiro.

Ainda no mês passado, o dólar chegou a tocar máxima intradiária em mais de seis meses, a R$5,76, com o risco de rompimento do Teto de Gastos pelo governo. Naquele momento, o BC entrou no mercado em seis diferentes oportunidades, somando US$4,5 bilhões em intervenções entre swaps e leilões à vista, como forma de arrefecer o ímpeto da moeda americana sobre o real.

Entretanto, Menezes, da Armor Capital, alerta para possíveis efeitos colaterais das intervenções realizadas. Para ele, ao tentar derrubar o dólar, o BC poderia prejudicar a atual dinâmica inflacionária, postergando parte dela para 2022, um ano de tradicional volatilidade. Assim, uma intervenção se justificaria pela falta de liquidez no mercado, não observada em outubro.

“O que me leva a crer que o pessoal estava convicto de que ia convencer o presidente a não furar o Teto de Gastos. Não vejo uma explicação técnica para isso. É tão verdade que, depois que começou o ‘zum-zum’ de furar o Teto, o BC sumiu do mercado e, em alguns dias, ele deveria ter entrado”, disse Menezes, em referência aos dias em que os juros futuros atingiram limites de alta.

Atualmente, o BC apenas realiza leilões adicionais de swaps às segundas e quartas-feiras, cobrindo as necessidades de proteção cambial dos bancos em decorrência do “overhedge”, para suprir a demanda pontual, no fim do ano, ligada à proteção cambial das instituições financeiras. A medida é vista como adequada por Menezes, para combater a volatilidade cambial.

Laatus, por outro lado, elogia o nível recente de intervenções da autarquia. De acordo com ele, a autoridade monetária deve manter a forma de atuação em 2022. “Acho pouco provável que o BC venha, em 2022, tentar segurar a volatilidade do câmbio, seja via swap, seja vendendo dólar à vista “, detalhou.

Ele cita o exemplo da “ração diária”, provida em 2014 por Alexandre Tombini, então presidente do BC, com oferta de até 40 mil contratos para rolagem diária de swaps. O ritmo de atuação, à época, não foi suficiente para conter a deterioração do câmbio, que saiu de R$2,30 para R$4,30 no decorrer daquele ano.

PEC, eleições e dólar

Tanto Laatus quanto Menezes entendem que a aprovação da PEC dos Precatórios é uma boa solução, embora longe da ideal.

“O mercado precisa saber o tamanho do furo no Teto. A PEC é positiva, pois sem ela haverá gasto emergencial” diz Menezes, da Armor. Mas ele projeta muita dificuldade na tramitação, com o texto sofrendo alterações no Senado e voltando para a Câmara. “Sem a PEC, bolsa, juros com vencimentos mais longos e câmbio vão sofrer” diz.

“É melhor uma PEC ‘meia-boca’ do que uma Medida Provisória que não precise de contrapartida” disse Laatus. Para o analista, um auxílio com viés populista e fora do Teto de Gastos colocaria em risco até mesmo a classificação de risco de crédito do Brasil, o que poderia contribuir para uma disparada no dólar. Laatus acredita que a PEC será aprovada e que o mercado vai reagir de forma positiva.

Para Laatus, a eleição de 2022 será, para Bolsonaro, muito mais difícil que 2018. “Com Bolsonaro fazendo ‘de tudo’ pela reeleição e o mercado não conseguindo projetar um país com Lula na presidência de novo, o mercado vê muita incerteza no horizonte para o Brasil” aponta.

Para Menezes, o mercado melhora muito com queda na aprovação de Bolsonaro, com Lula indo ao segundo turno contra outro candidato. “Lula é muito mais forte contra Bolsonaro que contra outra alternativa”, aponta. Menezes vê também que, em meados do próximo ano, Lula deve ter um discurso mais amigável ao mercado.

Laatus aposta também em uma combinação explosiva entre real mais desvalorizado e um petróleo mais caro, com o barril do Brent podendo chegar a US$100 em 2022. Com o óbvio impacto nas bombas de combustíveis gerando impopularidade entre caminhoneiros e motoristas urbanos, poderia ganhar força um discurso do presidente Bolsonaro de intervenção na Petrobras. Tudo isso ajudaria a piorar as percepções de risco dos ativos locais.

O estrategista-chefe do Grupo Laatus entende que as pesquisas eleitorais vão definir os rumos de curto prazo do mercado no Brasil em 2022, e coloca o processo eleitoral como um momento de oportunidades para realizar operações rápidas.

O dólar, considerando-se o fechamento diário da taxa PTAX, acumula alta de 5,82% no ano, e queda de 2,55% em novembro. Nos mesmos intervalos, o Ibovespa acumula queda de 13,46% e queda de 0,49%, e os DIs futuros com vencimento em 2029 registram alta de 4,95 pontos percentuais e queda de 0,45 ponto percentual, respectivamente.

Texto: Gabriel Ponte e Felipe Corleta
Edição: Gustavo Bonato e Renato Carvalho
Arte: Vinicius Martins / Mover

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