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Pressão externa, queda de blue chips derrubam Ibovespa abaixo dos 95 mil

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Pressão externa, queda de blue chips derrubam Ibovespa abaixo dos 95 mil

Pressão externa, queda de blue chips derrubam Ibovespa abaixo dos 95 mil
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Atualizado há cerca de 3 anos

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A bolsa brasileira não resistia à desvalorização de blue chips, como são chamadas as ações mais líquidas do índice Bovespa, e perdia 1,8% perto do meio-dia, seguindo a maior aversão ao risco que impera nos mercados internacionais após o término abrupto da reunião entre o presidente Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-Un, na noite de ontem.

 

Tensões geopolíticas na Ásia, com o conflito Índia-Paquistão, e a espera por um acordo entre China e Estados Unidos ajudam a derrubar a maior parte das bolsas ao redor do mundo, mitigando o apetite por risco e levando consigo os índices dos países emergentes.

 

O movimento na B3 é amplificado por quedas nas ações de Ambev e Petrobras após a divulgação de resultados do quarto trimestre. Pesava sobre os papéis da empresa de bebidas, que caíam 5,57%, o rebaixamento para underperform, equivalente a venda, da recomendação do Itaú BBA. No caso da estatal petrolífera, as ações PN perdiam 0,48% após a divulgação da data de 28 de outubro para o leilão de sobras da cessão onerosa, sem informação de valores de ressarcimento do contrato entre União e Petrobras. Na contramão, entre os destaques positivos, a Oi avançava 6% após comunicar que venceu a arbitragem contra a angolana Unitel.

 

Assim, o Ibovespa operava abaixo dos 96.000 pontos às 12h20, desvalorização de 1,83%. O dólar futuro, em dia de formação da Ptax de fevereiro, se firmava em alta de 0,58% frente ao real, cotado acima dos R$3,75, enquanto a curva de juros ajustava para cima, seguindo a cautela do exterior e dos investidores locais com a reforma da Previdência – o mercado deve ver alguma evolução nas discussões somente após o feriado de Carnaval, da próxima semana.

 

Entraram no radar dos investidores nesta manhã os números da economia americana para o quarto trimestre de 2018, que vieram em linha com o esperado e não impactaram o pregão. O PIB dos EUA teve um crescimento de 2,6% na base trimestral, enquanto os preços PCE avançaram 1,5%. O mercado ficará de olho à tarde no discurso de Patrick Harker, presidente do Federal Reserve da Filadélfia, após uma série de falas de outros dirigentes da autarquia, todas ecoando o que Jerome Powell frisou em sua sabatina no Senado americano: o banco central do país olha com calma para os dados e terá “paciência” com o atual ciclo de juros.

 

(Foto: Kim Jong-Un e Donald Trump/Casa Branca)

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