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Prévia da inflação: IPCA-15 acelera em fevereiro e supera projeções

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Prévia da inflação: IPCA-15 acelera em fevereiro e supera projeções

O IPCA-15 de fevereiro avançou 0,99%, acima do consenso de 0,85% e da alta de 0,58% observada em janeiro, de acordo com dados do IBGE

Prévia da inflação: IPCA-15 acelera em fevereiro e supera projeções
tcuser

Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 23 de fevereiro – Conhecido como a prévia da inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, IPCA-15, de fevereiro apresentou forte aceleração frente a janeiro e veio acima do esperado pelo mercado, no maior patamar para esse mês desde 2016, pressionado pelos reajustes no segmento de educação.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA-15 veio no maior patamar para fevereiro desde 2016, pressionado pelos reajustes no segmento de educação. De acordo com dados do IBGE, o IPCA-15 de fevereiro teve alta de 0,99%, acima do consenso de 0,85%. É uma aceleração de 0,41 ponto percentual em relação à taxa de janeiro, que foi de 0,58%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 teve alta de 10,76%, acima do consenso de 10,60%. O maior ganho veio do grupo de educação, com inflação de 5,64%, registrando o maior impacto no índice. Na sequência vieram alimentação e bebidas. Artigos de residência e despesas pessoais também apresentaram aceleração.

O índice de difusão da inflação diminuiu em fevereiro ante janeiro, passando de 74,39% para 69,48%, segundo o TC Matrix. Isso indica uma maior concentração da alta de preços em grupos específicos. Já os núcleos do IPCA-15, métricas que excluem itens muito voláteis, avançaram de 0,95% para 0,99%.

A média dos cinco principais núcleos ficou em alta de 0,99% e acima do consenso do mercado em 0,80%, de acordo com economistas do Goldman Sachs.

Os dados de hoje apontam para um custo de vida alto e bem disseminado – elevando o temor de que os reajustes de preços e salários criem inércia inflacionária. Assim, o cenário desafiador de inflação atual e prospectiva e o início do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos podem exigir que o BC seja mais conservador com a política monetária no Brasil, disse Alberto Ramos, economista-chefe do Goldman Sachs para América Latina.

O DI com vencimento em janeiro de 2023 operava em queda de 4,5 pontos-base a 12,38% por volta das 12h50. Para a reunião do BC de março, o mercado espera uma alta de 100 pontos-base na taxa básica de juros Selic, a 11,75%. O contrato de juros para janeiro de 2024 operava em queda de 3,5 pontos-base, a 11,94%.

A economista-chefe do TC, Fernanda Mansano, disse que o IPCA-15 de fevereiro mostra haver uma “inflação de oferta”, com peso dos gargalos na cadeia de suprimentos. Para ela, a alta de preços na educação reflete os ajustes de mensalidades em escolas e faculdades, e já estava precificada pelo mercado.

Texto: Eduardo Puccioni e Guilherme Dogo
Edição: Gustavo Bonato e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

*Texto reescrito com mais informações e comentários de economistas

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