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Prévia da inflação: IPCA-15 de março fica praticamente estável em 0,95%

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Prévia da inflação: IPCA-15 de março fica praticamente estável em 0,95%

Segundo o IBGE, o IPCA-15 de março atingiu alta de 0,95%, acima dos 0,87% esperados pelo mercado, mas abaixo dos 0,99% anotados em fevereiro

Prévia da inflação: IPCA-15 de março fica praticamente estável em 0,95%
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 25 de março – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, IPCA-15, de março ficou praticamente estável ante fevereiro e teve a maior variação para o mês desde 2015, com o impulso dos alimentos, o que pode pressionar o Banco Central a considerar um patamar mais elevado para a taxa Selic, a fim de conter os preços.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IPCA-15 de março atingiu alta de 0,95%, acima dos 0,87% projetados pelo mercado, mas levemente abaixo dos 0,99% anotados em fevereiro. Com isso, o índice, considerado a prévia da inflação, acumula alta de 10,79% em 12 meses, acelerando frente aos 10,76% registrados em fevereiro.

O principal vetor para a elevação de preços veio do grupo de alimentos e bebidas, com alta de 1,95% no período, influenciada principalmente pela alta dos alimentos para consumo no domicílio, de 2,51%, com destaque para cenoura, tomate e frutas. Além do grupo de alimentos e bebidas, outros dois tiveram aceleração: saúde e cuidados pessoais e habitação, que atingiram altas de 1,30% e 0,53%, respectivamente.

No grupo de transportes, que inclui os preços da gasolina, houve avanço de 0,68%, o que representa uma desaceleração ante 0,87% em fevereiro. O IPCA-15 de março repercute a alta de 0,83% da gasolina, refletindo o reajuste de preços por parte da Petrobras, que passou a valer em 11 de março.

O óleo diesel subiu 4,10% no período e o gás veicular avançou 5,89%. A exceção do grupo foi a queda do etanol, de 4,70%, e das passagens aéreas, de 7,55%.

Na média dos núcleos, houve um leve recuo ante fevereiro, de 0,99% para 0,82%, segundo o TC Matrix, uma vez que, dos nove grupos pesquisados, seis apresentaram leves decréscimos em suas taxas.

‘Cenário da Selic em 13,25% se mantém’

Ainda de acordo com o TC Matrix, o índice de difusão do IPCA-15, que monitora a disseminação da inflação na economia, subiu de 69,48% em fevereiro para 75,48%. Para o economista-chefe da Necton, André Perfeito, esse cenário de difusão “sugere que o cenário da Selic em 13,25% se mantém”.

Ontem, na coletiva sobre o Relatório Trimestral de Inflação, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a dizer que o pico da inflação deve se dar em abril e depois recuar para cerca de 7% até dezembro. Por isso, para ele, o cenário apropriado da taxa de juros é em 12,75%, levando em conta uma última alta de juros em maio, de 1 ponto percentual.

O IPCA-15, apesar de pior do que o esperado, não contaminou a curva de juros, que recua até 17 pontos-base, em especial nos contratos de médio prazo, para janeiro de 2024 e 2025, com os investidores precificando o fim do ciclo de alta de juros no país após as sugestões de Campos Neto.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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