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Privatização da Eletrobras, venda da Braskem, BTG x XP: Mais Lidas

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Privatização da Eletrobras, venda da Braskem, BTG x XP: Mais Lidas

As usinas térmicas previstas na lei da privatização da Eletrobras, conforme consultoria contratada pela estatal; veja as notícias mais lidas

Privatização da Eletrobras, venda da Braskem, BTG x XP: Mais Lidas
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 6 de fevereiro– A privatização da Eletrobras segue no radar dos leitores. Um estudo feito pela Upside Finance, contratada pela estatal, indicou que o início das atividades nas usinas térmicas pode atrasar. A legislação prevê que as termelétricas à gás com 1 gigawatt comecem a funcionar até 2026, prazo considerado improvável pela consultoria.

Outro assunto entre os mais lidos pelos leitores do portal Mover foi a venda das ações preferenciais classe A da Braskem pela Novonor, antiga Odebrecht, e Petrobras. As controladoras decidiram esperar a divulgação do balanço trimestral da petroquímica e a distribuição de dividendos para determinar o procedimento de venda dos papéis que possuem, de acordo com informações dadas ao Scoop by Mover.

Além disso, a batalha entre BTG Pactual e XP voltou aos holofotes. O banco de investimentos ultrapassou a marca de R$1 trilhão* em ativos, dobrando o valor em quase um ano e quatro meses. Em 2020, o montante era de R$500 bilhões*. Enquanto isso, a XP  projetava conquistar o primeiro trilhão em ativos em 2021, mas não atingiu o objetivo. Confira abaixo as notícias mais lidas da semana!

Privatização da Eletrobras

Os investidores continuam de olho no processo de privatização da Eletrobras, que pode atrasar em relação às usinas térmicas, segundo um estudo requisitado pela companhia. A lei da desestatização determinou que as usinas termelétricas à gás com 1 gigawatt deverão entrar em funcionamento em 2026, prazo considerado inviável pela consultoria Upside Finance, contratada pela estatal. As informações foram dadas por fontes ao Scoop by Mover.

Os principais empecilhos, de acordo com as fontes, são os atuais preços do gás e a necessidade de planejar e executar os projetos de gasodutos e linhas de transmissão, o que demanda inclusive ações do governo.

Uma análise da consultoria obtida pelo Scoop revelou que há uma previsão de dois anos de atraso para os projetos, em um cenário-base. Há também uma projeção considerando outro contexto, a qual indicou que metade das térmicas não iniciaria suas atividades no prazo previsto.

Porém, segundo a Upside, um possível atraso não atrapalharia a Eletrobras e poderia acrescentar, a cada ano, cerca de R$1 bilhão em geração de valor para a companhia. Isso porque a produção hídrica da empresa seria intensificada, fato que vai ser impactado com a implementação das usinas térmicas à gás, disse uma fonte ao Scoop.

A assembleia de acionistas que decidirá sobre a desestatização da companhia está prevista para 22 de fevereiro.

As ações preferenciais de classe B (ELET6) e as ordinárias (ELET3) desvalorizaram na semana 4,24% e 4,91%, respectivamente.

Investimentos da Omega e AES Brasil em energia eólica

O segmento de energia limpa também chamou a atenção dos investidores. Em evento do Credit Suisse na quarta-feira, 2, os executivos da Omega Energia e AES Brasil disseram que pretendem expandir os projetos relacionados à energia eólica, mais competitiva do que a solar devido ao preço.

Desde o começo da pandemia de covid-19 os gastos para a produção e de fretes no segmento de energia fotovoltaica cresceram, o que aumenta os interesses nas usinas movidas a vento.

As duas companhias estão negociando contratos de longo prazo para a venda da produção futura de seus projetos de geração renovável, e os clientes tem preferência pela fonte que possibilita menores custos.

Os papéis ordinários da Omega Energia (MEGA3)  acumularam perda de 3,83% na semana, enquanto os ativos da AES Brasil (AESB3), valorizaram 0,44% no mesmo período.

Venda da Braskem

A venda das ações preferenciais de classe A da Braskem pela Novonor, antiga Odebrecht, e a Petrobras foi outro assunto que ganhou os holofotes. As controladoras decidiram esperar os resultados trimestrais da petroquímica e a distribuição dos dividendos para a definição da conduta da negociação, afirmaram fontes ao Scoop by Mover.

As companhias já haviam adiado a venda dos papéis que possuem, diante da dificuldade de precificação, pois estavam cotados abaixo da faixa de R$45. Segundo uma das fontes, a Novonor prevê que o preço das ações da Braskem fique entre R$60 e R$70 após a distribuição dos dividendos e a migração da petroquímica para o segmento Novo Mercado, nível mais elevado de governança da B3.

Ainda, há a expectativa de que a Novonor e a Petrobras consigam chegar a um valor que viabilize a venda de todas as ações da Braskem entre fundos de investimentos que venham a se interessar pelo negócio.

Na semana, os papéis preferenciais de classe A da Braskem (BRKM5) acumularam alta de 8,18%, e os preferenciais (PETR4) e os ordinários (PETR3) valorizaram 0,28% e 0,06%, respectivamente.

Minério de ferro em 2022

Ainda focando nas commodities, os olhos dos investidores também se voltaram à estimativa do Instituto Brasileiro de Mineração, Ibram, para o minério de ferro em 2022.

A instituição espera que a commodity seja negociada entre US$120 a US$140 milhões, considerando um contexto de estabilidade na produção e de procura por minérios de maior qualidade para redução de emissões de carbono.

O Ibram vê o setor da mineração recebendo US$41,3 bilhões até 2025, puxados pelo minério de ferro, fertilizantes e bauxita, enquanto os investimentos socioambientais devem alcançar US$6,05 bilhões, 47% dessa quantia já está sendo executada.

BTG Pactual x XP

Enquanto isso, a rivalidade entre o BTG Pactual e a XP voltou ao radar durante a semana. O banco de investimentos ultrapassou o valor de R$1 trilhão em ativos sob gestão e administração, incluindo recursos das áreas de Asset, Wealth Management e a plataforma de investimentos para o varejo, superando sua maior concorrente, a XP Investimentos.

Em 2020, durante o pico da crise do covid-19, com a taxa de juros básica, a Selic, em 2% ao ano, houve um movimento forte de investidores migrando para a bolsa. Afinal, os juros baixos deixaram os investimentos em renda fixa pouco atrativas.

Assim, passou-se a observar um movimento chamado de “financial deepening”, que consiste na disseminação de conhecimentos sobre o mercado financeiro e bolsa de valores, o que atrai as pessoas para aplicações na bolsa.

O valor de ativos sob gestão, que era de R$500 bilhões em setembro de 2020, dobrou em aproximadamente um ano e quatro meses, com o “financial deepening” e aquisições realizadas nesse intervalo de tempo.

Já a XP tinha como meta atingir o primeiro trilhão em ativos em meados do ano passado, mas terminou 2021 com apenas R$815 bilhões.

A unit do BTG Pactual (BPAC11) teve aumento de 10,31% em 2022, embora tenha caído 0,82% na sexta-feira, 4. O recibo de ações, conhecidos como BDRs, da XP negociado em São Paulo registrou alta de 2,28% no último dia da semana.

ERRATA: Diferente do que publicado anteriormente, os valores apontados no terceiro parágrafo são em reais, não em dólares.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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