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Produção de petróleo em campos vendidos pela Petrobras deve crescer 122% até 2025, diz ANP

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Produção de petróleo em campos vendidos pela Petrobras deve crescer 122% até 2025, diz ANP

A projeção da ANP leva em consideração 124 campos produtores negociados pela Petrobras a partir de 2019, tanto terrestres quanto marítimos

Produção de petróleo em campos vendidos pela Petrobras deve crescer 122% até 2025, diz ANP
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Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 6 de abril – A produção de petróleo em campos vendidos nos últimos anos pela Petrobras a terceiros deve crescer 122% até 2025, projetou hoje a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, citando ativos adquiridos por empresas incluindo 3R Petroleum e PetroRecôncavo.

Os número do órgão regulador mostram como grupos privados têm conseguido recuperar a produtividade de campos maduros com novos investimentos, e evidenciam como as alienações de ativos da Petrobras resultaram não só em oportunidades para novas empresas, como também em aumento da oferta de óleo e gás no Brasil.

Antes do programa de desinvestimentos, a estatal vinha desacelerando aportes em diversos campos, principalmente os terrestres e alguns mais antigos, para focar esforços no desenvolvimento do pré-sal.

Metas da Petrobras para a redução de seu endividamento, que chegou a ser o maior registrado por qualquer companhia no mundo, acima dos US$160 bilhões, também explicam a diminuição da produtividade de diversas áreas em anos recentes.

“No período entre 2012 e 2020, antes dos desinvestimentos, a produção desses campos caiu aproximadamente 60%, chegando a 57,7 mil barris de petróleo por dia”, disse a ANP em nota à imprensa.

No período até 2025, por outro lado, a previsão da agência é de que a produção dos ativos vendidos pela Petrobras alcance 125,6 mil barris por dia.

A projeção da ANP leva em consideração 124 campos produtores negociados pela estatal a partir de 2019, compreendendo tanto áreas terrestres quanto marítimas, também conhecidas como offshore.

Os polos terrestres de Alagoas (AL), Cricaré (ES), Lagoa Parda (ES), Macau (RN), Miranga (BA), Ponta do Mel e Redonda (RN), Remanso (BA), Riacho da Forquilha (RN), Rio Ventura (BA) e Tucano Sul (BA) foram vendidos a companhias brasileiras, como as listadas 3R e PetroRecôncavo, além de Imetame e Origem Energia, entre outras.

Já os campos dos polos marítimos de Baúna, na Bacia de Santos, e Maromba, Pampo-Enchova e Pargo, na Bacia de Campos, agora são operados por empresas dos grupos Karoon, BW Offshore, Perenco e Trident Energy.

A ANP disse ainda que a previsão de produção de petróleo poderá ser até ampliada conforme as empresas submetam revisão de seus planos de exploração e programas de produção para estender a vida útil dos campos ou prorrogar contratos.

Desempenho das ações da Petrobras

A ação ordinária da Petrobras (PETR3) subiu 0,32%, a R$34,94, enquanto a preferencial (PETR4) recuou 0,09%, a R$ 32,36. O Ibovespa desvalorizou 0,55%, aos 118,2 mil pontos.

Para acompanhar o desempenho das ações das empresas listadas na bolsa brasileira, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Luciano Costa
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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