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Reforma Administrativa, tensão comercial pautam mercados em dia de forte aversão ao risco

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Reforma Administrativa, tensão comercial pautam mercados em dia de forte aversão ao risco

Reforma Administrativa, tensão comercial pautam mercados em dia de forte aversão ao risco
tcuser

Atualizado há quase 3 anos

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A aversão a risco domina os mercados mundiais nesta quinta-feira, empurrando os mercados domésticos de câmbio, juros futuros e renda variável para o vermelho na esteira de crescentes tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e alguma cautela pelo andamento da pauta econômica no Congresso brasileiro.

 

O petróleo despenca mais de 2%, com temores de que a troca de farpas cada vez mais frequente entre os EUA e a China e a ausência de uma data para retomar as negociações para resolver a querela sejam um sinal de que a guerra comercial continue por mais tempo. O investidor local sente o peso do noticiário internacional, o que impacta o humor no pregão, por aqui, disse o trader Israel Massa, contribuidor TC. A saída do Reino Unido da União Europeia, conhecida como Brexit, eleva o clima de tensão após notícia do jornal The Times de que a premiê Theresa May renunciará ao cargo na sexta-feira.

 

De qualquer forma, o investidor continua atento, no front local, ao prosseguimento da agenda legislativa, com a conclusão, hoje, da votação da medida provisória que trata da Reforma Administrativa. Assim, o mercado pondera se deve focar sua atenção no destravamento da agenda de votações ou nas derrotas sofridas pelo governo nas votações.

 

BOLSA: O índice Bovespa recuava 0,67% a 93.730 pontos no início desta quinta-feira, empurrado por ações de commodities, bancos e siderúrgicas. Entre os destaques, Vale e parceiro chinês estudam fazer usina de aço no Pará; a Natura, após subir 9,4% na véspera, confirmou o acordo de aquisição da Avon, em uma operação de troca de ações, no total de US$2 bilhões, que deve lhe dar controle de 55% do mercado latino-americano de cosméticos. Magazine Luiza e a Centauro devem reagir à decisão desta última de apresentar proposta concorrente para adquirir a Netshoes, que fechou em abril acordo de venda para Magazine Luiza. O recibo de ações da Netshoes em Nova Iorque disparou mais de 33% com a notícia.

 

CÂMBIO: O dólar futuro se valoriza ante o real na B3, com alta de 0,6% a R$4,06950, em meio à escalada da retórica comercial entre os EUA e a China, os dados fracos da economia europeia e o cenário político doméstico menos belicoso.

 

JUROS: O investidor demanda mais prêmio na curva de juros doméstica na manhã desta quinta-feira, em linha com a alta no câmbio, o enfraquecimento de outras moedas emergentes e o leilão de títulos do Tesouro de hoje. Os receios continuam quanto à pauta de votações no Congresso e o cenário para a reforma da Previdência. O DI para janeiro próximo sobe 0,5 ponto-base para 6,41%, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2025 avança 4 pontos-base para 8,65% – sinal de que o investidor está mais temeroso de carregar ativos com prazos mais longos em meio à atual incerteza.

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