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Atualizado há cerca de 1 mês

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Rio de Janeiro, 18 de outubro – A gestora Toro Investimentos acredita que o Banco Central poderia elevar a taxa básica de juros em um 'ritmo mais forte', acompanhando o crescimento da inflação a curto prazo, com preços das commodities refletindo na alta dos combustíveis e na tarifa de energia elétrica. É o que disse o analista da empresa Victor Lima, em entrevista ao programa Espresso da Manhã, da TC Rádio.

“A ferramenta que o Comitê de Política Monetária tem para controlar a inflação é a taxa de juros, que poderia ser elevada em ritmo mais forte, porém a autoridade decidiu manter o mesmo ritmo. Acreditamos em uma Selic girando em torno de 9% ao ano no final de 2021”, disse o analista.

Na última segunda-feira, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Fábio Kanczuk, afirmou que o ritmo de alta de 1 ponto percentual na taxa básica de juros não é um compromisso, mas uma dica.

Ibovespa

Durante entrevista à TC Rádio, Lima comentou as preocupações no cenário doméstico e também no impacto dos mercados globais sobre a bolsa brasileira. Segundo ele, nas últimas duas semanas o índice Bovespa refletiu um cenário de preocupação fiscal e preocupações com o andamento da agenda econômica.

“Nas últimas duas semanas, o Ibovespa reflete os riscos fiscais, a PEC dos precatórios, a Reforma do Imposto de Renda e uma possível renovação do auxilio emergencial. Porém o cenário internacional também pesa com a crise energética. Os Estados Unidos preocupam com dados de inflação, o tapering, além da discussão do Teto da Dívida que foi elevado até dezembro”, explicou.

Ainda assim, ele acredita em um suposto cenário de rali para o Ibovespa entre o final de 2021 e início de 2022, mas citou incertezas com a aproximação do pleito.

Balanços

O analista da Toro Investimentos mostrou-se otimista em relação aos resultados das companhias no terceiro trimestre nos Estados Unidos e no Brasil. De acordo com ele, os balanços poderão trazer “alívios”.

A preocupação, segundo Lima, é com o segmento do varejo, que segue bem descontado mediante a alta taxa de juros e a pressão inflacionária. “Acredito que possa ter oportunidades a longo prazo, mas não podemos olhar para o varejo nos próximos seis meses. Outro setor bem descontado é o financeiro, bem abaixo dos indicadores históricos”.

Câmbio

Em um cenário de pior desempenho para a moeda brasileira entre os mercados emergentes, em meio aos bons resultados do dólar, que subiu 10% no acumulado do segundo semestre, Lima defendeu a diversificação em ativos de moedas estrangeiras.

“A melhor solução para o investidor a médio e longo prazo é diversificar em ativos de moedas estrangeiras, por meio de ETFs e fundos cambiais. Acreditamos na diversificação de uns 15% de ativos, considerando o ano eleitoral brasileiro”, defendeu.

Texto: Cintia Thomaz

Edição: Nicolas Nogueira e Stéfanie Rigamonti

Arte: Vinicius Martins / Mover

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