0

Tarifa sobe para quem opera menos volume em mini índices

mercados

Tarifa sobe para quem opera menos volume em mini índices

Tarifa sobe para quem opera menos volume em mini índices
tcuser

Atualizado há cerca de 3 anos

Ícone de compartilhamento

Por: Conrado Mazzoni, editor TC News

 

O investidor de pequeno porte deve sofrer uma elevação dos seus custos transacionais após a decisão da B3 de elevar os emolumentos para quem opera no mercado futuro na BM&F – em meio a um debate sobre os impactos do day-trade e a disparada nesse tipo de operações.

 

O trader deve ter notado que, desde ontem, a conta de emolumento cobrada pela B3 ficou mais cara nos produtos referenciados em dólar e Ibovespa. Entrou em vigor uma nova política de tarifação: em vez de um desconto linear de 50% para qualquer tipo de day-trade, passa a valer agora uma faixa de desconto de 35% até 75%, dependendo do volume.

 

Nessa banda, quem gira menos paga mais e quem gira mais, paga bem menos. As operações em alta frequência por meio de algoritmos, os HFT, por exemplo, pagam quase nada. De acordo com um profissional próximo da B3, o motivo da mudança é que há uma massa grande de investidores hoje nos minicontratos operando relativamente pouco, mas consumindo uma enorme infraestrutura de transmissão de market data.

 

Em ofício ao mercado, a B3 disse que “os futuros Mini de Ibovespa (WIN) e os futuros Mini de Reais por Dólar Comercial (WDO) transformaram-se nos principais consumidores da infraestrutura de negociação e de pós-negociação, representando aproximadamente 92% de todo o número de negócios de derivativos realizados na B3 em 2018.” Ao mesmo tempo, a receita desses produtos representou apenas 15% do total dos derivativos, gerando, portanto, desalinhamento entre as receitas e o consumo de capacidade.

 

Taxas de juros baixas abatendo a remuneração da renda fixa, melhora nas perspectivas para o Brasil após as eleições e aumento na oferta de educação financeira estão entre os fatores que pavimentam o crescimento da base de investidores pessoa física que operan no day-trade – a atividade de comprar e vender um ativo financeiro no mesmo dia.

 

Ciente dessa expansão, a Comissão de Valores Mobiliários encomendou um estudo à FGV para responder se é possível viver de day-trading. A resposta foi “não”. Para alguns especialistas em educação financeira, como o economista Samy Dana, o artigo contraria “a ideia propagada por especialistas de corretoras de que day-traders melhorariam com a experiência e que, portanto, deveriam persistir”. A reação nas redes sociais foi variada.

 

(Imagem: Yahoo)
relatorios
image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.