IBOV

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-0,05%

SP500

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+0,18%

DJIA

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+0,16%

NASDAQ

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+0,19%

IFIX

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-0,47%

BRENT

US$ 82,85

-2,04%

IO62

¥ 656,50

-8,06%

TRAD3

R$ 5,54

+3,35%

ABEV3

R$ 15,22

+0,39%

AMER3

R$ 32,91

+1,88%

ASAI3

R$ 15,64

-1,51%

AZUL4

R$ 26,36

-2,33%

B3SA3

R$ 12,12

-0,41%

BIDI11

R$ 40,10

+0,70%

BBSE3

R$ 22,50

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BRML3

R$ 7,15

+3,17%

BBDC3

R$ 17,57

+1,32%

BBDC4

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BRAP4

R$ 50,76

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BBAS3

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BRKM5

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BRFS3

R$ 21,35

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BPAC11

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CRFB3

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CCRO3

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CMIG4

R$ 13,44

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HGTX3

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CIEL3

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R$ 6,12

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Alô, mercado, é pro outro lado, taokey?!”. O tweet do sócio e gestor do fundo Versa, Luiz Fernando Alves Jr., resume o sentimento de muitos investidores que, nesta quinta-feira, lidaram com a súbita mudança de humor no exterior, por um lado, e com a alta das apostas contra o índice Bovespa no curto prazo – a maior parte delas vindo de estrangeiros. O catalisador principal para a virada, que fez o índice perder mais de 2 mil pontos entre a primeira hora do pregão e o meio-dia, foi a releitura da fala do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, vista como menos dócil do que o mercado esperava. A elevação das posições vendidas nos contratos futuros do Ibovespa, de 82 mil para 97 mil, entre os estrangeiros – a maior desde meados de março – só aprofundou o dissabor.

 

Apesar da mensagem do BCE de que mais relaxamento monetário está a caminho, Draghi não foi contundente quanto à necessidade de cortar os juros para reverter a desaceleração na Europa: mesmo argumentando que a atividade em constante piora justifica políticas fiscais e monetárias mais lenientes, ele vê como remota a chance de uma recessão e espera que a inflação acelere no final do ano. O otimismo quanto à retomada das conversas comerciais entre os Estados Unidos e a China foi insuficiente para sustentar o apetite por risco visto mais cedo. O investidor, assim, assumiu postura mais cautelosa na véspera da divulgação dos dados de crescimento dos EUA amanhã, que devem impactar ainda mais o sentimento.

 

Havíamos alertado que a chance de o mercado se frustrar com a fala de Draghi era grande. Parte da cautela de hoje se deve à preocupação de que os dados do PIB americano venham acima das expectativas – reavivando o temor de que o Federal Reserve se recuse a cortar a taxa Fed Funds na próxima quarta. No momento, o consenso aponta para um crescimento de 1,8% da economia norte-americana no segundo trimestre, o menor ritmo desde a posse do presidente Donald Trump em janeiro de 2017, com o impacto da guerra comercial castigando o investimento e ofuscando a tendência saudável do consumo das famílias. O investidor depende da fraqueza dos dados americanos para que o corte na Fed Funds se materialize.

 

No mercado local, a expectativa é que, independentemente do que aconteça mundo afora, o Banco Central do Brasil reduza a taxa básica de juros Selic em até meio ponto percentual, a 6,00% ao ano. Um estreitamento adicional da diferença entre os juros domésticos e externos pode travar o fluxo de dólares para o Brasil, pressionando o mercado à vista; assim, se Brasil cortar os juros e os EUA não, alguns economistas como Sidnei Nehme, da NGO Corretora, esperam que o câmbio fique pressionado.

 

Sem novidades no front político ou notícias mais auspiciosas no âmbito doméstico, os mercados mostraram desempenho ruim hoje: o dólar futuro se valorizou ante o real na B3 e caminha para fechar no maior patamar desde 8 de julho. Os juros futuros seguiram o câmbio e subiram, refletindo a percepção de maior risco ao deter ativos brasileiros. O Ibovespa fechou em queda de 1,41% a 102.654 pontos, menor nível desde 4 de julho, com volume acima das médias diárias do ano. Todos os setores do índice, excluindo consumo e indústria, recuaram. O motivo? A alta de 8,52% na Ambev ON, a mais intensa para o papel desde setembro de 2008, puxou esses setores. Se não, eles também teriam recuado.

 

Assim, a Ambev foi o destaque positivo do pregão na bolsa. A maior fabricante de bebidas da América Latina bateu o consenso no segundo trimestre, refletindo fortes controles de despesas operacionais e financeiras apesar da economia frágil e de pressões persistentes de custos. Relatório do Itaú BBA fazendo uma dupla elevação da recomendação da ação turbinou o papel. Na ponta das quedas, os resultados do Bradesco – que espera que a receita com serviços cresça perto do piso da faixa indicativa para o ano – acenderam o alerta para os números de outros grandes bancos, como o Itaú e o Banco do Brasil. Bradesco PN derreteu 5,82%, pior tombo desde maio de 2017.

 

Para amanhã, além dos dados do PIB americano, que devem sair por volta das 09h30, o investidor fica de olho no deflator de preços do PIB e nos dados de gastos pessoais do trimestre. Entre os indicadores nacionais, o BC divulga os números correspondentes aos desembolsos de crédito e a inadimplência bancária de junho. O Ministério da Economia divulga o resultado fiscal do governo federal. Já no âmbito corporativo, Usiminas publica o balanço do segundo trimestre antes da abertura, enquanto Hypera divulga seus demonstrativos à noite. As teleconferências do dia serão Minerva e Fleury, que soltam balanços logo após o fechamento de hoje, e Usiminas.

 

(Foto: Espaço Habitat, startup de inovação do Bradesco – Bradesco/Divulgação)

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