IBOV

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+1,27%

SP500

4.473,90 pts

+0,63%

DJIA

35.318,55 pts

+0,97%

NASDAQ

15.156,37 pts

+0,49%

IFIX

2.743,93 pts

+0,41%

BRENT

US$ 84,84

+0,62%

IO62

¥ 702,00

-2,83%

TRAD3

R$ 8,18

+12,20%

ABEV3

R$ 15,53

+0,12%

AMER3

R$ 37,45

+9,27%

ASAI3

R$ 17,54

-1,46%

AZUL4

R$ 35,62

+1,19%

B3SA3

R$ 13,15

+2,73%

BIDI11

R$ 50,28

-1,56%

BBSE3

R$ 21,68

+1,78%

BRML3

R$ 8,45

+0,11%

BBDC3

R$ 18,28

+4,21%

BBDC4

R$ 21,28

+5,08%

BRAP4

R$ 55,10

+2,01%

BBAS3

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BRKM5

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BRFS3

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BPAC11

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CRFB3

R$ 18,65

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CCRO3

R$ 12,73

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CMIG4

R$ 15,00

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HGTX3

R$ 37,51

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CIEL3

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COGN3

R$ 3,11

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CPLE6

R$ 6,62

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CSAN3

R$ 23,25

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CPFE3

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CVCB3

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CYRE3

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ELET3

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ELET6

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R$ 28,17

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R$ 12,83

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NTCO3

R$ 44,14

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HAPV3

R$ 13,01

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ITSA4

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MRFG3

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YDUQ3

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Atualizado há cerca de 2 anos

Ícone de compartilhamento

Tem sido uma semana de emoções fortes para quem aposta em ativos de risco – e deve continuar sendo, à medida que os investidores veem a desaceleração global se aproximando no horizonte, cenário agravado pela disputa comercial entre Estados Unidos e China. O mercado, que anda à flor da pele, responde a quaisquer notícias minimamente positivas reduzindo a postura defensiva – e tem operado assim, aos solavancos. Ou seja: a volatilidade está aí e pode ficar por mais tempo.

 

Assim, as bolsas mundo afora, inclusive a Bovespa, oscilaram no pregão de hoje, com viés de queda. O dia começou com cortes de juros na Índia, na Tailândia e na Nova Zelândia. Seguiram-se os dados de produção industrial da Alemanha, com queda de 1,5%, bem maior que a prevista, de 0,5% – alarmando sobre a desaceleração na Zona do Euro. Mas o que realmente fez os mercados entrarem em pânico foi o derretimento dos títulos da dívida dos países ricos, o sinal mais forte de que as maiores economias caminham para a pior recessão em mais de uma década. Pelo menos uma dúzia de países no mundo – dez na Europa – cobram juros negativos dos detentores da dívida.

 

Hoje pela manhã, as taxas dos Bunds alemães e dos Guilds britânicos atingiram mínimas em todos os vencimentos da curva, com destaque para o Bund yield de dez anos: taxa negativa de -0,605%. O Bund de 30 anos atingiu -0,137%. Nos EUA, o rendimento do Treasury note de dez anos – referência para taxas hipotecárias e empréstimos para automóveis nos EUA – tocou 1,595%, o menor patamar desde agosto de 2016, para se recuperar ao longo do pregão e voltar ao território do 1,63%.

 

Com isso, as bolsas desabaram, enquanto o ouro continuou o rali dos últimos dias e chegou ao maior preço em seis anos – o metal, que normalmente compete com os Treasuries, tende a ficar mais atrativo quanto a curva de juros cai. O sentimento ficou um pouco melhor à tarde, após declarações do presidente do Federal Reserve em Chicago, Charles Evans. Ele disse que vê espaço adicional para afrouxamento monetário, tendo em vista as crescentes tensões comerciais com a China. Os índices acionários de Wall Street desaceleraram quedas após as declarações de Evans e à medida que a curva de juros se estabilizou. Fecharam mistos: o Dow Jones Industrials recuou 0,09%, e o S&P500 avançou 0,08%.

 

Por aqui, o Ibovespa reverteu queda à tarde, embalado por essa melhora no humor externo e passou a oscilar com viés de alta. Acabou fechando em alta de 0,61%, a 102.782 pontos, com um volume de R$15 bilhões, acima das médias diárias do ano. A cena local teve pouca importância para o Ibovespa hoje, mas a aprovação, ontem, do texto-base da Reforma da Previdência em segundo turno na Câmara ajudou a limitar um pouco o sentimento negativo vindo do exterior. Hoje, os deputados votaram dois destaques, e devem votar pelo menos outros seis amanhã.

 

Os DIs recuaram o dia todo, refletindo os dados ruins do varejo brasileiro em junho, divulgados nesta quarta. O volume de vendas caiu 0,3% na base anual, ante consenso TC de avanço de 1,3% – mostrando que a economia doméstica ainda rasteja. O dólar futuro avançou e chegou a tocar R$4,00, acompanhando o movimento da moeda lá fora. No final do pregão, avanaçava 0,29%, negociado a R$3,979.

 

No âmbito corporativo, a Raia Drogasil registrou alta de 9,25%, maior alta percentual do Ibovespa. A companhia informou resultados favoráveis no segundo trimestre, com EBTIDA – lucros antes de juros, impostos e amortizações – acima do consenso. No entanto, em relatório, o Bradesco BBI afirma não mudar o viés cauteloso sobre a ação em razão dos múltiplos não estarem atrativos. O BB Seguridade também avançou na sessão de hoje, com alta de 2,04%, após apresentar lucro líquido acima do consenso na noite de ontem e elevar guidance de variação do lucro líquido ajustado de 5-10% para 8-13% no ano. O Credit Suisse elevou preço-alvo da ação para R$40; já o Bradesco BBI acredita que o papel tem potencial limitado de alta. Também mercem destaque os papéis PN da Petrobras, que fecharam em queda de 1,08%, com a forte recuo nos preços do petróleo hoje, depois de dados de maiores estoques nos EUA e também pela disputa comercial.

 

A Gerdau, que divulgou seus resultados hoje, cortou projeção de capex para 2019, após registrar recuo de quase 50% no lucro do segundo trimestre. Analistas do Banco Safra, Bradesco BBI e BTG Pactual avaliam que a companhia melhorou de forma tímida e esperam recuperação intensa a partir do segundo semestre, recomendando compra. No dia, a ação da siderúrgica recuou 0,92%.

 

Na noite de hoje, pelo menos sete empresas divulgam resultados, entre elas, Braskem e Notredame Intermédica. Na quinta-feira, serão publicados dados de inflação de julho medidos pelo IPCA, além do IGP-DI e IPC-S semanal. No exterior, a China informa balança comercial e dados de IPC mensal e anual. Os Estados Unidos divulgam pedidos iniciais por seguro-desemprego às 9h00. O Japão divulga prévia do PIB anual e trimestral. Entre as divulgações corporativas, Banco do Brasil e Azul reportam resultados antes da abertura dos mercados. Depois do fechamento, mais de dez empresas informam resultados, como B3, B2W e MRV Engenharia.

 

(Foto: Wall Street – Carlos Delgado/Wikicommons)

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