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Varejo no Brasil recua em outubro, puxado por combustíveis e alimentos

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Varejo no Brasil recua em outubro, puxado por combustíveis e alimentos

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, as vendas no varejo brasileiro tiveram queda de 0,10% em outubro na comparação com o mês anterior

Varejo no Brasil recua em outubro, puxado por combustíveis e alimentos
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Atualizado há 5 meses

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Rio de Janeiro, 8 de dezembro –  O volume de vendas do varejo no Brasil recuou em outubro, contrariando o consenso, reflexo da fraca atividade dos itens de móveis e eletrodomésticos, alimentos e combustíveis, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, as vendas no comércio varejista no país tiveram queda de 0,10% em outubro na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, frustrando as expectativas do mercado que esperava por uma alta de 0,80%. No ano, porém, o setor acumula crescimento de 2,60%, assim como no acumulado de doze meses.

Esse foi o terceiro resultado negativo consecutivo, após as quedas de 1,30% em setembro e de 3,10% em agosto. Com isso, o setor está 6,40% abaixo do patamar recorde, alcançado em outubro de 2020, de acordo com o IBGE.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas recuou 0,90% em outubro ante o mês anterior. No ano, o varejo ampliado acumula alta de 6,30% e, em 12 meses, as vendas subiram 5,70%.

Itens que mais pesaram

O IBGE mostrou que cinco das oito atividades pesquisadas em outubro apontaram retração, com destaque para móveis e eletrodomésticos, que registraram recuo de 0,50%, seguidos por combustíveis e lubrificantes, que caíram 0,30%, e hipermercados, supermercados e produtos alimentícios, que também apresentaram queda de 0,30%.

Na comparação anual, o comércio varejista recuou 7,10%, bem acima do consenso que previa queda de 5,60%. Resultado foi puxado pelas atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que caíram 5,60% frente a outubro, seguida por pelo volume de vendas de móveis e eletrodomésticos, com queda de 22,10%, em relação a 2020, e por combustíveis e lubrificantes, com recuo de 7,70% em relação a outubro de 2020, repetindo trajetória negativa pelo segundo mês consecutivo, após cinco meses de taxas no campo positivo.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Guilherme Dogo
Imagem: Mover

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