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Vendas de veículos novos caem 38,9% em janeiro, diz Fenabrave

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Vendas de veículos novos caem 38,9% em janeiro, diz Fenabrave

As vendas de veículos em janeiro tiveram o pior desempenho para o mês em 17 anos, com a crise de oferta que continua a penalizar o setor

Vendas de veículos novos caem 38,9% em janeiro, diz Fenabrave
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 2 de fevereiro –  As vendas de veículos novos no Brasil em janeiro de 2022 foram as piores para o mês em 17 anos, de acordo com balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, Fenabrave, divulgado nesta quarta-feira.

Além dos gargalos na cadeia de suprimentos e os juros altos, o setor também sofreu com alguns problemas sazonais no mês passado, como o comprometimento da renda familiar, típico do início de ano, e as fortes chuvas, segundo a entidade.

Em janeiro, a indústria de veículos registrou queda de 38,91% nas vendas de automóveis, veículos comerciais leves, ônibus e caminhões novos na comparação com o mês anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve recuo de 26,08%. No total, foram 126,5 mil veículos emplacados no mês de janeiro.

De acordo com o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Jr., o resultado “é conjuntural e acontece, principalmente, em função dos baixos estoques das concessionárias, da persistente falta de produtos – ainda provocada pela escassez de insumos e componentes – e também devido à sazonalidade do período”.

Andreta Jr. ressaltou que em janeiro a renda das famílias fica comprometida pelos impostos e gastos com materiais escolares, por exemplo. Além disso, as fortes chuvas que causaram estragos pelo Brasil no mês passado e o avanço da variante ômicron do coronavírus após as festas de fim de ano também afetaram o setor.

Pensando apenas na indústria automotiva, houve queda de 39,75% em janeiro frente a dezembro de 2021. De acordo com o presidente da Fenabrave, apenas 68% das propostas de financiamentos para automóveis e comerciais leves foram aprovadas.

Ele explicou que isso se dá pela dificuldade na aquisição de créditos, que tem ligação direta com a alta nas taxas de juros, incertezas sobre a economia, além da diminuição da renda do consumidor devido ao aumento da inflação.

Já o segmento de ônibus, que foi o mais prejudicado pela pandemia e apresentou queda nas vendas de 10,94% em janeiro frente a dezembro, deve ser beneficiado neste ano pelos “programas governamentais de transporte público, como o Caminho da Escola”, segundo Andreta Jr.

A Fenabrave espera para 2022 um crescimento nas vendas de 4,6% para o conjunto dos segmentos de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões. Para o setor em geral, incluindo motocicletas e implementos rodoviários, como reboques, semirreboques e carrocerias, a expectativa é de uma alta de 5,2% neste ano.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Stéfanie Rigamonti e Renato Carvalho
Imagem: Divulgação

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