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Volume de serviços alcança o maior patamar desde 2015 no Brasil

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Volume de serviços alcança o maior patamar desde 2015 no Brasil

Segundo dados do IBGE, os serviços tiveram alta de 1,7% em março na comparação com fevereiro, ante o consenso de alta de 0,8%

Volume de serviços alcança o maior patamar desde 2015 no Brasil
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Atualizado há 17 dias

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São Paulo, 12 de maio – O volume de serviços no Brasil encerrou março bem acima das projeções de mercado, mostrando recuperação do setor ao maior patamar desde maio de 2015, após a revisão dos dados de fevereiro, puxado pela atividade de transportes.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os serviços tiveram alta de 1,70% em março na comparação com fevereiro, ante o consenso de alta de 0,80%. O dado de fevereiro foi revisado de uma queda de 0,20%, para um crescimento de 0,40%. Com isso, o setor recupera a perda de 1,8% de janeiro e alcança o maior nível desde maio de 2015.

Por um lado, o avanço no setor de serviços mostra que a economia caminha para uma recuperação, mas, por outro, traz incertezas aos investidores quanto à inflação e aos próximos passos do Banco Central sobre a política monetária. Logo depois da divulgação dos dados de serviços, os contratos futuros de juros negociados na B3 caíam até 4 pontos-base após forte oscilação com abertura em alta.

De acordo com o IBGE, o resultado positivo foi disseminado por todas as cinco atividades investigadas pela pesquisa, com destaque para os transportes, com alta de 2,7%, que avançam pelo quinto mês consecutivo.

“Dentre os setores que mais influenciaram a alta dessa atividade está o rodoviário de cargas, especialmente o vinculado ao comércio eletrônico e ao agronegócio. É a principal modalidade de transporte de carga pelas cidades brasileiras e seu uso ficou ainda mais acentuado após os meses mais cruciais da pandemia”, explicou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Lobo lembra ainda que outra influência veio do transporte aéreo de passageiros, “não só por conta do aumento do fluxo de passageiros, o que gerou maiores receitas das companhias aéreas, mas também porque foi ajudado pela queda do preço das passagens aéreas observadas no mês de março”, afirmou.

Texto: Eduardo Puccioni
Edição: Allan Ravagani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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