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Volume de serviços no Brasil recua pelo segundo mês seguido

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Volume de serviços no Brasil recua pelo segundo mês seguido

Segundo o IBGE, os serviços tiveram queda de 0,20% em fevereiro na comparação com janeiro, ante expectativa de alta de 0,70%

Volume de serviços no Brasil recua pelo segundo mês seguido
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Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 12 de abril – O volume de serviços no Brasil encerrou fevereiro bem distante da expectativa do mercado e mostrando a retração do setor pelo segundo mês seguido, com a atividade de informação e comunicação sendo o principal fator negativo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os serviços tiveram queda de 0,20% em fevereiro na comparação com janeiro, ante o consenso de alta de 0,70%. Na comparação com fevereiro de 2021, a alta foi de 7,4%, ante consenso de 8,60%. No acumulado de 12 meses, o setor apresenta alta de 13,0%.

“Das últimas seis taxas, quatro foram negativas (em agosto, setembro, janeiro e fevereiro) e duas foram positivas (em novembro e dezembro). Ainda que haja um predomínio de taxas negativas, o saldo desses seis meses ficou em 0,1%, ligeiramente positivo e muito próximo da estabilidade”, contextualiza o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. “Isso configura um setor de serviços mais estacionário, mostrando uma acomodação dos ganhos auferidos até agosto de 2021”, acrescentou.

Com isso, o setor de serviços ficou 5,4% acima do nível de fevereiro de 2020, ou seja, no pré-pandemia, e 7,0% abaixo de novembro de 2014, quando alcançou o ponto mais alto da série histórica.

Duas das cinco atividades investigadas tiveram retração no mês de fevereiro: serviços de informação e comunicação, com recuo de 1,2% e outros serviços, com retração de 0,9%.

“O que puxou a queda dessa atividade foram as telecomunicações, que caíram 2,8% em fevereiro. Esse segmento, o de maior peso na pesquisa, encontra-se 9,0% abaixo do patamar pré-pandemia”, explica Lobo.

Por fim, o destaque positivo ficou com os transportes, que cresceu 2,0% em fevereiro. “Esse é o quarto mês seguido de crescimento, com ganho acumulado de 8,2% nesse período. Em fevereiro, o setor foi impulsionado pelo transporte rodoviário e ferroviário de carga”, destacou Lobo.

Texto: Eduardo Puccioni
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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