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XP eleva projeção de inflação para 7% em 2022 e reduz do dólar

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XP eleva projeção de inflação para 7% em 2022 e reduz do dólar

O IPCA deve ser impulsionado pela expressiva alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis, que estão “turbinando a inflação", diz a XP

XP eleva projeção de inflação para 7% em 2022 e reduz do dólar
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Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 5 de abril – A equipe de Caio Megale, economista-chefe da XP, elevou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, em 2022 de 6,20% para 7,0%, impulsionado pela expressiva alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis, que estão “turbinando a inflação corrente”.

Em relatório divulgado nesta terça-feira, os analistas mencionam ainda que, mesmo com a redução dos riscos de falta de fertilizantes para a produção agrícola brasileira, os custos estão se mostrando mais elevados do que o estimado, diante do conflito na Ucrânia.

A projeção para a inflação em 2023 também subiu de 3,8% para 4,0%.

Ainda assim, a XP cita que a taxa de câmbio mais apreciada ajudará a segurar a inflação. Nesse sentido, a equipe reduziu a estimativa para o dólar em 2022 de R$5,20 para R$5,00. Para 2023, foi mantida a projeção de que a moeda norte-americana ficará em R$ 5,30.

Por outro lado, o relatório advertiu que há riscos adiante que tendem a reverter parcialmente o movimento de depreciação do dólar.

“Se a guerra na Ucrânia caminhar para uma solução, não esperamos altas adicionais nos preços de commodities. Da mesma forma, a reabertura das economias do Leste europeu tende a gerar saídas de recursos hoje alocados na América Latina”.

Em outro ponto do documento, os analistas mencionam a normalização das políticas monetárias de países desenvolvidos e também de nações emergentes, além de incertezas com a proximidade das eleições locais, como possíveis fatores de suporte para o dólar ante o real.

A XP manteve a projeção para a Selic em 12,75% ao fim do ciclo do aperto monetário. “Conforme o aperto monetário vai fazendo efeito, entendemos que o BC encontrará espaço para iniciar um ciclo de redução de juros no primeiro trimestre de 2023”.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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