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Análise: Redução do preço dos combustíveis favorece largada de Bolsonaro em 2022

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Análise: Redução do preço dos combustíveis favorece largada de Bolsonaro em 2022

Em entrevistas no domingo, Bolsonaro revelou que a Petrobras começará a reduzir o preço dos combustíveis com a queda do petróleo Brent

Análise: Redução do preço dos combustíveis favorece largada de Bolsonaro em 2022
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Atualizado há 5 meses

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Brasília, 7 de dezembro – A redução do preço dos combustíveis, anunciada para a partir desta semana até o final de dezembro pelo presidente Jair Bolsonaro, coincide com a definição dos principais pré-candidatos para a eleição de 2022, podendo beneficiar sua popularidade na largada do jogo decisivo.

Em entrevista ao Poder360 e à CNN Brasil no último domingo, Bolsonaro revelou que a Petrobras começará a reduzir os preços da gasolina e do diesel devido à queda de 12% do preço do barril do petróleo Brent nos últimos 30 dias no exterior.

De acordo com a atual política da companhia, o reajuste de preços acompanha o movimento daqueles praticados no mercado internacional da commodity e pela variação do câmbio. Ou seja, a revisão seria automática, não representando interferência na política da companhia.

Conforme observadores do setor, a redução pode chegar a 15% se for mantido o preço internacional de US$ 65 ao longo do ano que vem, o que será bem recebido pela sociedade. A medida se soma ainda ao vale-gás social anunciado recentemente pelo governo.

Analistas de pesquisa projetam o período entre fevereiro e março de 2022 como o que deixará mais claro o potencial dos candidatos, o que pode jogar água fria em avaliações que preveem que o ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro ultrapassará o presidente no começo do ano.

O preço dos combustíveis é um dos vilões da inflação, que ameaça limitar o crescimento em 2022 devido ao aumento dos juros pelo Banco Central.

Assim, a medida pode ajudar em um Produto Interno Bruto que surpreenda previsões pessimistas e favoreça Bolsonaro na corrida eleitoral.

Além disso, o preço da conta de luz deve diminuir na bandeira vermelha de nível dois agora em janeiro, impactando a favor dele no bolso do eleitor.

Nas entrevistas, Bolsonaro reportou que discutirá com prefeitos os problemas do transporte público, outro setor afetado pelos combustíveis e que influencia a percepção da população de baixa renda, onde o presidente tem perdido apoio.

Final de ano com vitórias

Após ajustes na regulamentação das emendas RP9, as tais emendas do relator, Bolsonaro assistiu à aprovação de seu indicado ao Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e da PEC dos Precatórios pelo Senado.

A PEC agiliza o Auxílio Brasil de R$ 400 até o fim de 2022, outra arma eleitoral do governismo que diminui chance de êxito da terceira via.

Medidas populares para empresários, como o novo Refis e a desoneração da folha de pagamentos, voltaram ao radar de entregas.

Se tiver fortuna, Bolsonaro poderá ainda ver a privatização da Eletrobras sair do papel, cujo plano de venda será julgado pelo Tribunal de Contas da União amanhã, segundo o Scoop by Mover.

O avanço da vacinação traz maior tranquilidade com o risco da nova variante ômicron e a filiação de Bolsonaro ao PL renderá uma campanha estruturada.

Em retorno, a manutenção de seu apoio fiel em 20% do eleitorado, apesar da CPI da Covid, deve ajudar o Centrão a eleger uma forte bancada.

Em São Paulo, Bolsonaro ganha musculatura com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, marcando 13% em um cenário da pesquisa Ipespe para o cargo de João Doria, o que torna Freitas um competidor real.

Dessa forma, Bolsonaro termina 2021 maior do que entrou, quando pressionado pelo recrudescimento da pandemia e em atrito com o Judiciário.

Todavia, se houver uma onda da ômicron, o eleitor poderá colar em Bolsonaro os traumas acumulados nas primeiras ondas, além dos efeitos incertos da nova variante e as resilientes dificuldades da retomada do crescimento.

Texto: Leopoldo Vieria
Edição: Allan Ravagnani e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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