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Em dia de jantar com empresários, Jair Bolsonaro nega adotar confinamento nacional

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Em dia de jantar com empresários, Jair Bolsonaro nega adotar confinamento nacional

Em novo discurso, presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que não adotará um confinamento nacional para controlar a pandemia

Em dia de jantar com empresários, Jair Bolsonaro nega adotar confinamento nacional
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há cerca de 1 ano

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São Paulo, 7 de abril – Em novo discurso, o presidente Jair Bolsonaro voltou a se posicionar a favor da liberdade para os médicos receitarem remédios contra a Covid-19, mesmo sem eficácia científica, e disse que não adotará um confinamento nacional para controlar a pandemia.

 

Presidente disse que tomou medidas para evitar caos social

As falas do presidente Jair Bolsonaro foram feitas após a visita a um centro de tratamento para pacientes com a doença em Chapecó, em Santa Catarina. A cidade incentivou o uso dos medicamentos sem eficácia comprovada, o que foi elogiado pelo presidente. No entanto, segundo dados do próprio Ministério da Saúde, a cidade tem média de mortes acima da nacional.

O presidente Jair Bolsonaro também voltou a dizer que o governo tomou as medidas necessárias para evitar um caos social, que, segundo ele, ainda pode ocorrer de forma “gravíssima”.

 

Para Jair Bolsonaro, governo fez o possível para adquirir vacinas

Voltando ao discurso do ano passado, o presidente afirmou que as medidas restritivas não vão “resolver” a pandemia e que não há só a Covid-19 matando os brasileiros. No entanto, Jair Bolsonaro admitiu que talvez seja o único presidente do mundo a ir contra tais medidas.

Durante a fala, o presidente não fez nenhuma menção às vacinas, exceto quando disse que o governo fez o possível para adquirir os imunizantes, mas que eles não são a única forma de combater o vírus.

Ainda na visita, ele defendeu a abertura de templos e igrejas em meio à pandemia, questão que deve ser decidida hoje pelo Supremo Tribunal Federal. O presidente Jair Bolsonaro disse que a população não pode ser barrada de praticar religião.

 

Empresários esperam mudança de tom por parte do presidente Jair Bolsonaro

O discurso sobre tratamentos alternativos vai na contramão da expectativa da ala empresarial, que se reúne, em jantar, com Jair Bolsonaro à noite. Os empresários esperam uma mudança de tom por parte do presidente, com aceleração da vacinação, tendo em vista o cenário cada vez mais mortal da doença no país, especialmente no dia seguinte à superação da marca de mais de 4 mil mortos pela Covid-19 no país.

Boa parte defende uma ação coordenada de enfrentamento à pandemia, mesmo que inclua confinamento completo. Também querem apoio à agenda reformista e à responsabilidade fiscal.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Bárbara Leite e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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