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Especial: Não importa quem ganhe no Congresso, ajuste fiscal poderá ser diluído

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Especial: Não importa quem ganhe no Congresso, ajuste fiscal poderá ser diluído

Eleições no Congresso decidirão destino de reformas e do Teto de Gastos, mas, independente do vencedor, ajuste fiscal poderá ser diluído

Especial: Não importa quem ganhe no Congresso, ajuste fiscal poderá ser diluído
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Atualizado há mais de 1 ano

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Brasília, 1 de fevereiro – O destino das reformas econômicas, do ajuste fiscal, do Teto de Gastos e de grande parte da recuperação da atividade produtiva começará a ser decidido hoje. A expectativa é que sejam eleitos, ainda em primeiro turno, como novos presidentes das duas Casas do Congresso os candidatos favoritos do presidente Jair Bolsonaro.

Arthur Lira, na Câmara, e Rodrigo Pacheco, no Senado, despontam como os favoritos nas disputas no Congresso. Levantamento da Arko Advice aponta Lira com 288 votos, sendo exigidos 257 para levar no primeiro turno, e Pacheco com 56, quando são necessários 41 para encerrar o pleito.

Tendência no Congresso é de diluição do ajuste fiscal

Em nosso cenário-base, considerando declarações dos postulantes mais competitivos, vença quem vencer, a tendência no Congresso é a de um ajuste fiscal diluído, arduamente negociado entre o governo e o Parlamento, que absorva um benefício social de impacto moderado nas já esgarçadas contas públicas, e o cumprimento precário do Teto ao longo do ano.

Lira promete pautar PEC Emergencial antes de criar novo benefício

Com o êxito de Lira entre os deputados, ele poderá reunificar o centro em torno do governismo, o que ampliaria a chance de avanço da pauta econômica. A principal diferença entre ele e seu adversário, Baleia Rossi, é que Lira promete pautar a Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, a PEC Emergencial, e o Orçamento para 2021 antes de criar um novo benefício social.

Porém, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o próprio Rossi tuitaram ter certeza de que vencerão Lira, um dos homens fortes do chamado Centrão no Congresso. A votação na Câmara está prevista para começar às 19h00.

Pacheco quer discutir reintrodução do auxílio emergencial

Na outra Casa do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco disse que o Teto não pode permanecer intocado e promete discutir a reintrodução do auxílio emergencial a partir de fevereiro.

Sua oponente, Simone Tebet, foi abandonada pelo próprio partido, o MDB, em troca de cargos na mesa do Senado, mas se manteve como candidata independente. Ela propõe que o Congresso discuta mudanças na metodologia do Teto. A sessão para escolher o líder do Senado começou às 15h00 e está sendo transmitida ao vivo.

Texto: Leopoldo Vieira

Edição: Guillermo Parra-Bernal e João Pedro Malar
Arte: TC Mover

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