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Lula acena com isenção de IR para quem ganha até 5 mínimos

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Lula acena com isenção de IR para quem ganha até 5 mínimos

À CBN Vale, Lula disse que vai adotar modelo econômico previsível para o empresariado, mas que não vai governar só para 35% da população

Lula acena com isenção de IR para quem ganha até 5 mínimos
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 26 de janeiro – Em entrevista concedida hoje à rádio CBN Vale, de São José dos Campos, o pré-candidato do PT à Presidência e atual líder das pesquisas eleitorais, Luiz Inácio Lula da Silva, repetiu que a solução para o Brasil é “colocar o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda”. O petista sugeriu que um eventual governo Lula pode adotar isenção de IR para quem ganha até cinco salários mínimos.

Segundo o ex-presidente, a solução para a crise econômica do Brasil passa por um modelo econômico que seja previsível tanto para o empresariado nacional quanto para o investidor estrangeiro, mas declarou que não vai governar para apenas “35% da população” e que o poder público precisa ser indutor do crescimento.

Lula reiterou que pretende ouvir todos os setores da sociedade como candidato. Disse que uma chapa que tenha o ex-governador Geraldo Alckmin como seu vice será “boa para o povo brasileiro” e que depende de Alckmin, recém-saído do PSDB, definir em qual sigla vai entrar. Lula espera que seja um partido da aliança com o PT.

Ainda na linha da conciliação com setores distintos adotada na recente entrevista que concedeu a veículos de esquerda, Lula disse que é obrigação de um governo conversar com todas as forças políticas eleitas para o Congresso. E afirmou que não teria problemas em conversar com siglas que integram o Centrão. “O Centrão não é um partido político”, destacou.

Mea culpa

O ex-presidente fez um início de autocrítica ao atribuir parte da responsabilidade da crise econômica no governo Dilma a desonerações fiscais sem contrapartida. Mas também culpou as dificuldades da ex-presidente para negociar com o Congresso.

Pelo clima de radicalização do país a partir de 2013, Lula culpou a imprensa “que conta mentiras” e o rival de Dilma na eleição de 2014, o tucano Aécio Neves.

O petista reiterou que governou o país com muita responsabilidade fiscal entre 2003 e 2010, produzindo oito anos de superávit. Declarou que o governo não pode fazer dívidas para custeio, que não têm retorno, mas reiterou que precisa agir como indutor do desenvolvimento por meio de investimentos. “Governo que não investe no país não tem como convencer os empresários e os estrangeiros a fazê-lo”, declarou.

Questionado sobre a formação de governo, Lula sugeriu que não deve repetir os nomes de governos anteriores: “Temos muita gente nova, e temos muita gente experiente também”.

Na conclusão da entrevista, Lula disse que o Brasil e o povo brasileiro “vão ganhar” se cada um dos três Poderes agir como manda a Constituição, com independência harmônica, sem que um tente “mandar” no outro. Ainda disse que entra na eleição para ganhar, não importa se no primeiro ou no segundo turno.

Texto: Lucia Boldrini
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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