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Lula defende mudar política de preços da Petrobras e acusa governo de 'fura-Teto'

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Lula defende mudar política de preços da Petrobras e acusa governo de 'fura-Teto'

Para Lula, a carestia dos preços dos combustíveis foi causada pela Petrobras "ter nivelado os preços pelo mercado internacional"

Lula defende mudar política de preços da Petrobras e acusa governo de 'fura-Teto'
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Atualizado há 6 meses

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Brasília, 30 de novembro –  O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder nas pesquisas para 2022, disse hoje à Rádio Gaúcha, do Rio Grande do Sul, que não manterá a atual política de preços da Petrobras, caso seja eleito, pois seria uma política “de aumento do gás e da gasolina”.

Para Lula, a carestia dos preços dos combustíveis foi causada pela empresa “ter nivelado os preços pelo mercado internacional”, quando o país seria autossuficiente – um argumento também utilizado recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o petista, os acionistas da Petrobras merecem ser beneficiados, mas a companhia precisa devolver a maior parte dos lucros à população.

Na visão do ex-presidente, metade do atual índice inflacionário é impactado pelo que chamou de “preços controlados pelo governo”, citando o da energia, do gás, da gasolina e o do diesel.

Ele atribuiu à operação Lava Jato parte dos problemas com os preços dos combustíveis. “O objetivo da Lava Jato a gente já sabe qual era. Era destruir a indústria naval neste país. Destruir a indústria de óleo e gás”, afirmou.

Credibilidade e responsabilidade fiscal

Lula defendeu que o papel de um presidente da República é resolver crises e voltou a chamar para si a responsabilidade para a gestão econômica.

Ele disse que, durante os governos petistas, a proporção dívida-PIB foi reduzida e que o Brasil foi o único país do G20 com superávit primário.

Por outro lado, criticou o governo, dizendo que o presidente Jair Bolsonaro e sua gestão tem “furado e quebrado todos os dias” a regra do Teto de Gastos. Ele criticou a lei por impedir investimentos “quando é necessário fazer investimento”, em referência à crise da pandemia.

Segundo Lula, o Teto de Gastos só é necessário sob um governo sem credibilidade, com presidente sem “autoridade moral” para decidir como gastar e onde investir.

Ainda conforme Lula, responsabilidade fiscal “é uma coisa que você traz em seus compromissos políticos”. O petista também questionou a governabilidade atual, afirmando que o Palácio do Planalto tem governado “não mais pela presidência, mas pelas emendas secretas”, o que classificou de irresponsabilidade fiscal.

Novamente defendendo mais gastos, Lula mencionou os programas de estímulos em infraestrutura e na área social do presidente americano Joe Biden, com quem pretende se reunir no primeiro trimestre de 2022, conforme a coluna de Igor Gadelha, no jornal Metrópoles.

Contudo, Lula previu que será necessário muito esforço para recuperar o país e que “não existe possibilidade de governar se o governo não tiver capacidade de ser indutor do desenvolvimento”, ante um contexto de aumento da fome, do desemprego e queda “assustadora” da massa salarial.

Candidatura

O ex-presidente afirmou que a negação da política gera “aventura” e que, embora não tenha pressa para anunciar sua candidatura, o PT já definiu que, se tiver um nome, será o dele.

A decisão, segundo Lula, deve ficar para março. Antes disso, ele se concentrará em conversar com outros partidos – no radar, a possibilidade de uma chapa com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como vice.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Guilherme Dogo
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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