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Lula foi 'roteador de sinais' ao mercado ontem, dizem aliados

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Lula foi 'roteador de sinais' ao mercado ontem, dizem aliados

Na entrevista dada a veículos de esquerda ontem, Lula enviou vários sinais ao mercado, embora tenha enfatizado pontos importantes para ele

Lula foi 'roteador de sinais' ao mercado ontem, dizem aliados
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Atualizado há 4 meses

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Brasília/São Paulo, 20 de janeiro – Na entrevista coletiva a veículos de esquerda concedida ontem, Luiz Inácio Lula da Silva buscou sinalizar “estabilidade” e “previsibilidade” política no longo prazo, além de estabelecer um diálogo com o mercado financeiro, o empresariado e o eleitorado de Centro, garantiram ao Scoop by Mover aliados graduados do ex-presidente.

Conforme relatado pelas fontes, “o resumo é que o que Lula quer para o Brasil não tem nada de socialismo, como dizem alguns. Se olharem com atenção, vão reparar que Lula só está propondo um capitalismo moderno”.

Lula “parecia um roteador, de tanto sinal que enviou, mas colocou pontos que para ele são importantes”, citando “soluções negociadas, sem sustos, sempre compartilhadas”.

Para os interlocutores ouvidos pelo Scoop, são exemplos disso a visão de “reforma trabalhista em mesa tripartite com governo, empresários e trabalhadores, nada de goela abaixo”; que não vai voltar ao passado na questão sindical, dizendo que “o movimento sindical quer modernizar”; a defesa da soja, “sinalizando para as exportações” e a “promessa de crescimento e ampliação do consumo”.

Sobre as declarações de Lula em relação à atuação do Banco Central, “obviamente essa questão é um sinal”, afirmou uma das fontes ao Scoop. Em um dos principais gestos ao mercado durante a coletiva de ontem, o ex-presidente falou que não vê “obstáculos” para se relacionar com um BC independente.

“As pessoas colocam obstáculos no tal do Banco Central independente. O BC tem que ter compromisso com o Brasil, e não comigo (…) Quem tem que chamar o cara [o presidente do BC, Roberto Campos Neto] para conversar? Sou eu. Eu não conheço, mas, na hora que eu ganhar, eu vou chamar ‘vem cá, vamos conversar um pouquinho aqui’, vamos discutir o Brasil numa boa. Vejo contrariedade, mas não vejo obstáculo”, afirmou.

Para os aliados de Lula, o ex-presidente não mentiu, “sobre taxar dividendos, por exemplo, mas colocou a pauta social como prioridade”.

Chapa com Alckmin

Outro gesto que analistas que falaram ao Scoop destacaram foi a indicação de que não vê problema em ser companheiro de chapa de Geraldo Alckmin, além do anúncio de um programa de governo que deve ser submetido à aprovação das forças que comporão suas alianças “até com a centro-direita”.

A sinalização de que também ouvirá a Faria Lima e a bolsa de valores também foi positiva. A pretensão de recriar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, formado após sua posse em 2003, onde foram construídos pactos com empresários, também foi lembrada como um dos pontos altos dos recados de Lula ao mercado ontem.

Texto: Leopoldo Vieira, Machado da Costa e Simone Kafruni
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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