Leda Braga, a brasileira mais rica de Wall Street

No texto a seguir apresentamos a biografia de Leda Braga, uma das mulheres mais inteligentes e ricas do mundo. Falamos sobre a sua formação, currículo, patrimônio, além dos métodos e estratégias de investimento que utiliza à frente da Systematica, o seu fundo quantitativo.

É muito legal saber que temos uma brasileira entre as mulheres mais influentes do mercado financeiro global, e olha só que bacana o material que preparamos pra você, dividido nos seguintes tópicos:

  • Quem é Leda Braga
  • Formação de Leda Braga
  • Systematica Investiments
  • Fundos Quantitativos
  • Mulheres no mercado financeiro

Boa leitura!

Quem é Leda Braga?

Leda Braga nasceu na cidade do Rio de Janeiro. É uma mulher discreta com biografia de sucesso. Tem raras aparições em público, não costuma dar entrevistas e falar da idade. É fundadora e CEO da Systematica Investments, um fundo de investimento quantitativo – quants funds. Ou seja, as operações do fundo são comandadas por equações matemáticas e modelos estatísticos – robôs traders.

Expert no que faz, costuma participar apenas de eventos do mercado financeiro e não esconde sua admiração por Warren Buffett. À frente de sua corretora transformou-se em uma das mulheres mais ricas e poderosas do mundo como gestora de hedge funds.

Braga acredita que para ganhar dinheiro com ações é necessário pensar como um cientista de dados, o que exige disciplina e análise constante dos números para tomada de decisão assertiva nas operações.

Formação de Leda Braga

Com formação em Engenharia pela PUC-RJ, Leda Braga mudou-se para Londres em 1987. Lá fez doutorado em Engenharia pelo Imperial College London. No Reino Unido, foi professora universitária e liderou projetos de pesquisa científica durante o período.

Além disso, o currículo de Leda Braga inclui cargos importantes no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), em Genebra, e no Centro de Risco Sistêmico da Escola de Economia de Londres.

Na expectativa de ir além da pesquisa acadêmica, Leda foi para o mercado como gestora na Cygnifi Derivatives e como analista de derivativos na JP Morgan Chase, em 1993, antes de comandar o fundo Blue Trend por quase uma década e meia.

Na JP Morgan trabalhou com Michael Platt na equipe de derivativos, com parceria consolidada com a criação da BlueCrest International, em 2001. O fundo chegou a 300 milhões de dólares em ativos na bolsa. Com lucros exponenciais e retorno acima da média, os métodos de Leda Braga com quants tornaram-se um sucesso. Desta forma, em 2004, passou a administrar o seu próprio fundo multimercado – o BlueTrend.

O crash do subprime, em 2008, nos EUA, foi um dos momentos de maior pânico na história da mercado financeiro. Entretanto, usando cálculo e matemática financeira, Leda Braga criou algoritmos que lhe renderam ganhos acima de 40% durante a crise.

Systematica Investments

Em 2015, após subdivisão da BlueCrest Capital, Leda Braga fundou a Systematica Investments Limited, um fundo quantitativo especializado em negociações sistemáticas e algorítmicas. Com sede na Inglaterra e escritórios em Genebra, New Jersey, Nova York e Cingapura, o fundo de investimento comandado por Leda Braga soma mais de US$ 10 bilhões em ativos financeiros.

Um ano após a fundação da Systematica, Braga já figurava na lista de investidores mais ricos do mercado financeiro. Reportou lucro de 60 milhões de dólares no ano, sendo a primeira mulher a entrar na lista de grandes investidores do mundo. Ela define sua gestão sistêmica em uma frase: “toda estratégia de investimento pode ser convertida em algoritmo se for um processo sólido e bem definido.”

Em 2018 foi reconhecida por sua contribuição ao mercado de capitais, recebendo o prêmio European Performance Awards – HMF. Leda Braga divide o trabalho na Systematica em duas frentes: primeiro observa sinais para possível construção de portfólio. Em seguida, a tecnologia faz seu papel e define os melhores ativos da bolsa para comprar ou vender.

A investidora é convicta de que a negociação algorítmica é tendência para os próximos anos e vai dominar o mercado financeiro. Para ela, uma negociação sistemática deixa a emoção de lado e torna as operações mais racionais. Afinal, “quando um comerciante é forçado a vender com prejuízo, ele leva isso para casa. Já uma caixa preta não se importa.” – frase de Leda Braga.

Fundos quantitativos

À frente da Systematica Investments obteve retornos acima da média, e com a alta performance do multimercado, a investidora brasileira ganhou dinheiro e fama com entrevistas às revistas The Economist, Forbes, Financial Times, entre outras. E foi assim que Leda Braga ficou conhecida no mercado de capitais como a “Rainha dos Fundos Quantitativos”, pela imprensa, ou apenas “Lady Braga”, por seus colegas na corretora Systematica.

O método de Leda Braga consiste na utilização de modelos de inteligência artificial e técnicas de machine learning. Alguma dúvida de que Leda Braga é uma das mulheres mais poderosas do mundo no posto de gestora de produtos financeiros no mercado de ações?

Para ela, “o negócio de fundos de hedge está cheio de pessoas muito talentosas, mas as pessoas talentosas se aposentam. O processo de investimento por meio de algoritmos e equações matemáticas mostra que a propriedade intelectual existe por si mesma. Se eu desaparecer amanhã, tudo bem”.

Leda Braga é um exemplo de mulher investidora. Certa vez foi questionada em entrevista sobre o segredo de seu sucesso (por um homem, claro). Enfática respondeu: “eu, pessoalmente, sempre gostei de trabalhar.” Vale a pena assistir a apresentação de Leda Braga na conferência, em 2018: “Women in Data Science – WiDS”, na Universidade de Stanford, na Califórnia – EUA.

Mulheres investidoras

Na palestra, Leda Braga comenta sobre estudo da Forbes, nos Estados Unidos, que apurou que as mulheres ocupam apenas 10% dos cargos em instituições financeiras – bancos, corretoras e cooperativas de crédito. Isso sem contar a participação ainda pouco relevante das mulheres em cargos de liderança.

Segundo a Forbes, somente 2% das posições de CEO nas empresas são ocupados por mulheres. O levantamento da revista atesta ainda que a mulher agente financeiro é a que mais sofre preconceitos em sua profissão.

Não temos dados relativos à participação da mulher na bolsa brasileira, contudo o percentual de mulheres no Brasil com a certificação CFA – Chartered Financial Analyst ainda está bem abaixo da média mundial, além de não termos nenhuma mulher no cargo de CEO de empresas listadas na B3.

Mulheres na B3

É legal saber, entretanto, que segundo pesquisa da B3 – Bolsa de Valores de São Paulo, as mulheres estão conquistando gradualmente posições importantes no mercado de capitais. Em 2019, por exemplo, já aumentou o número de mulheres que investem na bolsa.

E dados de 2020 apontam que elas estão cada vez mais presentes no mercado financeiro. 340 mil brasileiras já investem em ações. Ou seja, as mulheres já representam fatia superior a 22% do total de investidores cadastrados na B3. Entretanto, a proporção ainda é pequena, concorda?

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“Isso é algo a ser mudado”

Afinal, como disse Leda Braga em palestra na Universidade de Stanford, na Califórnia: “Isso é algo a ser mudado”, sobre a fraca presença de mulheres na indústria de tecnologia, e ainda mais baixa no setor financeiro e mercado de capitais.

redator seo
Danilo Hadek
Redator do TC School
Formação em Relações Públicas pela UNESP/Bauru com especialização em Comunicação Organizacional pela ECA/USP. Fundador do site Muita Viagem. Investindo em viagens, conhecimento e renda variável.

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