Luciana Seabra: CEO da Spiti e analista de fundos e previdência - TC

Luciana Seabra: Analista e ativista de investimentos de qualidade

No texto a seguir apresentamos o perfil de Luciana Seabra, jornalista, analista financeira e CEO da casa de análise Spiti. Falamos sobre sua educação, formação, sociedades na Empiricus e na XP, além de seus métodos para escolher um fundo de ações, frases, livros e fortuna.

Se liga nesse material bacana que preparamos para você, dividido nos seguintes tópicos:

Boa leitura!

Luciana Seabra

Luciana Seabra nasceu em Belo Horizonte, mas só foi registrada em Diamantina com um mês de idade. É jornalista, mestre em economia, planejadora financeira certificada CFP, analista CNPI e atual CEO da casa de análise independente Spiti.

Não faltam mudanças na biografia de Luciana Seabra.

Desde a infância, em Diamantina, mudou-se de casa pelo menos três vezes. Aos 8 anos viajou de férias com o pai para Brasília. Para ela, foi a mudança mais difícil, pois a mãe decidiu ficar em MG. Ela mesma conta a história em sua coluna no blog Seu Dinheiro.

“Mudar de previdência pode ser uma das melhores decisões que você toma para seu dinheiro”, frase de Luciana Seabra.

Formação

Em 2005, Luciana Seabra concluiu a faculdade de jornalismo pela UnB – Universidade de Brasília. Já em 2010, no interior de SP, concluiu mestrado em Economia pela Unicamp – Universidade Estadual de Campinas.

Em seu currículo no LinkedIn há passagem como apresentadora na rádio CBN, na cobertura do caderno cidades & política, além de repórter na Fundação Cesp. Em São Paulo, Luciana Seabra foi colunista por 5 anos do caderno EU& – seção de investimentos e finanças pessoais, no jornal Valor Econômico, antes de se tornar sócia na Empiricus, em 2016.

Na Empiricus trabalhou como especialista em fundos de investimento. Luciana Seabra foi responsável pela criação da Super Previdência, uma carteira previdenciária. O projeto andou, mas a parceria de Felipe Miranda consolidou-se mesmo com o Jorge Paulo Lemann, o dono da Ambev. Hoje Lemann e Miranda são são sócios na fintech Vitreo.

Em 2019, Luciana Seabra saiu da Empiricus porque mirava novas empreitadas. É uma mulher investidora. Fundou a Spiti em sociedade com a XP Investimentos, de Guilherme Benchimol.

O jeito Luciana Seabra de investir

Para Luciana Seabra, escolher um fundo para gerar bons retornos ao investidor é um trabalho desafiador. Afinal, é um trabalho muito mais longo do que muita gente pensa.

Em primeiro lugar a casa de investimento faz uma análise quantitativa, ou seja, não atenta-se apenas para o retorno mais recente. “Você deve ter uma carteira equilibrada para o longo prazo. Você deve ter fundo de ações sempre” — Frase de Luciana Seabra.

Análise quantitativa

É necessário observar o lucro em diferentes “janelas móveis”. Nas palavras dela, “não adianta nada o gestor ter dado muito retorno lá no começo quando tem pouca gente no fundo. Então não adianta você ficar olhando o acumulado do gestor para sempre”. Em sua análise avalia que para um fundo de ações ter boa performance é necessário analisar demonstrar bons resultados em período deslocados de 3 a 5 anos.

Desta forma, é preciso que o fundo desempenhe bem nesses espaços quantitativos com atenção à taxa de administração, benchmark e, especialmente quanto o gestor entregou de retorno em comparação ao risco tomado e pânico que este te causou, justifica.

Análise qualitativa

Em seguida, em sua opinião, vem um dos lados estratégicos mais importantes na hora de comprar e vender ações de uma empresa. É um detalhe que poucos fazem, a análise qualitativa. A avaliação qualitativa de um fundo é “sola de sapato mesmo”, é conversar com o gestor, com executivos da equipe, verificar a remuneração da casa, consultar os concorrentes, investidores que já saíram do fundo, entre outras ações..

Luciana Seabra explica que “o trabalho de um analista de fundo é de longuíssimo prazo, e envolve a análise quantitativa e muita análise qualitativa”. Para ela, o curto prazo é imprevisível, já os fundos long biased navegam nas distorções do mercado. Por isso a preferência por fundos quantitativos. Luciana acredita que com hedge funds você aumenta as chances de ganhar na alta e pode manter posições vendidas na queda do preço da ação.

Luciana Seabra diz que um dos momentos mais difíceis da carreira foi quando entrou na Empiricus com o desafio de recomendar fundos. Revela que “esse mercado tem muitos produtos caros com retornos pífios”. Como escreve em seu perfil no Twitter: “pesadelo: investir em produto caro e ruim”.

Spiti, a casa de análise de Seabra

Para sua nova empreitada convidou Guilherme Codonhoto, analista da Porto Seguro e Sul América, entre outros executivos. Seabra defende uma casa de análise independente com recomendações de investimentos livres de quaisquer conflito de interesses.

A palavra spiti significa casa em grego. E uma das exigências de Luciana Seabra no contrato com a XP foi a garantia de que a Spit possa recomendar produtos financeiros de diferentes plataformas de investimentos, sem exclusividade com a gestora de Guilherme Benchimol.

Diferente dos traders encontrados no YouTube e até mesmo gestores renomados, com perfis no Wikipédia que prometem ganhos acima da média, Seabra é sóbria no discurso de recomendação de compra e venda de ações. Não promete retornos mágicos.

A CEO da Spiti não esconde admiração por Leda Braga, CEO da Systematica, e uma das mulheres mais poderosas no mercado de capitais com seu hedge funds. Quem acompanha a nossa série de perfis do mercado já conhece a Leda Braga.

Livros sobre Economia, Finanças e Mercado de Ações

Recomendamos a leitura do livro “Conversas com gestores de ações brasileiros – a forma dos grandes investidores para ganhar dinheiro na bolsa”, escrito por Luciana Seabra e prefácio de Felipe Miranda. O livro trás bate-papos inteligentes com grandes gestoras de recursos, como BTG Pactual, Dynamo, SPX Capital e Verde Asset.

No seu Instagram, Luciana Seabra publicou foto com dez livros que a inspiram. Veja alguns destaques da lista: “A loja de tudo – Jeff Bezos e a era da Amazon”, de Brad Stone; “Incrivelmente simples”, de Ken Segall; “Faça acontecer”, de Sheryl Sandberg; “The Black Swan”, de Nicholas Taleb; e “Predictably Irrational”, de Dan Ariely.

Recentemente postou no Instagram vídeo com o gestor Maurício Bittencourt, da Velt, explicando por que carrega ações da Magazine Luiza – MGLU3, Eneva – ENEV3 e Natura – NTCO3 para o longo prazo. Para Seabra, o fato dos mercados serem cíclicos é uma grande lição de como devemos compor o nosso portfólio.

Ela explica que as finanças comportamentais têm estudos que mostram que nosso cérebro tende a nos convencer de que tudo vai ficar bem de forma permanente nos bons momentos, e que quando está tudo ruim a gente pensa que nunca vai acabar.

Luciana Seabra apenas investe via fundos de investimentos. Gosta das gestoras Brasil Capital, Perfin Asset, Ático e Velt Partners. Sua filosofia de investimento consiste em deixar 30% em fundos long biased e 70% long only em sua carteira de Bolsa. Esses fundos podem ganhar em operações a descoberto. Gosta do Truxt e XP long biased

Algumas dicas dela para investidor iniciante é que há muitas pegadinhas que são explícitas, como a taxa de administração, a cobrança sobre o benchmarket e carência do fundo. Além disso, para Seabra é importante olhar janelas maiores de retorno do fundo, de 2 a 3 anos pelo menos.

Entre fundos long only, long short e long biased, Luciana Seabra prefere a combinação de investimentos em fundos long only e long biased.

Em abril de 2020, por conta da covid-19, a casa recomendava manter 7% dos investimentos em ouro e câmbio como proteção. No vídeo do canal da Spiti no YouTube, Luciana Seabra conversa com Aline Tavares sobre oportunidades na bolsa após a pandemia.

redator seo
Danilo Hadek
Redator do TC School
Formação em Relações Públicas pela UNESP/Bauru com especialização em Comunicação Organizacional pela ECA/USP. Fundador do site Muita Viagem. Investindo em viagens, conhecimento e renda variável.

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