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Bolsonaro promete auxílio por até quatro meses

Postado por: TC Mover em 11/02/2021 às 16:51
Auxílio

Brasília, 11 de fevereiro – O governo discute com o Congresso reintroduzir um novo auxílio emergencial a partir de março por mais três ou quatro meses, segundo o presidente Jair Bolsonaro, em declaração a jornalistas após um evento no Nordeste.


Valor do novo auxílio ainda está em discussão, disse Bolsonaro

O líder do governo, Ricardo Barros, disse à TC Mover que a ideia inicial é um auxílio com pagamento de R$200, para incluir beneficiários do Bolsa Família, que recebem cerca de R$190, para reduzir o impacto sobre as contas públicas. Bolsonaro afirmou que a quantia ainda está sendo discutida.

Uma fonte da TC Mover no Congresso, porém, afirmou que, aprovada a autonomia do Banco Central, acredita-se que o mercado financeiro pode aceitar um valor de R$300 e anúncios positivos quanto a outro auxílio, também conhecido como coronavoucher.

Congresso pode antecipar solução devido à pressão social

Se o auxílio voltar em março, como planejado por Bolsonaro, haverá tempo para a aprovação antes do Orçamento de 2021, cuja votação foi prevista para até 24 de março, conforme cronograma divulgado pela presidente da Comissão Mista, deputada Flávia Arruda.

Também será possível ao Parlamento apreciar as Propostas de Emenda à Constituição, PECs, de ajuste fiscal, como a Emergencial e a do Pacto Federativo. Na visão de quem ouvimos, o problema é que o Congresso considera a pressão social muito grande e pode antecipar uma solução para o auxílio, pela qual o ajuste fiscal acontecerá em paralelo.

Pacheco disse que PECs devem caminhar separadas do benefício

Esta avaliação está em linha com o que falou há pouco o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, segundo quem um novo auxílio é uma exigência do Congresso e que, apesar de importantes, as PECs, como a Emergencial, devem caminhar de forma independente à criação do benefício social. Pacheco foi muito claro quando disse que espera um consenso com a equipe econômica, contudo, o Parlamento decidirá se um acordo não for possível.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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