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Desaprovação do governo sobe para 62,5% com ruídos políticos

Postado por: TC Mover em 05/07/2021 às 14:26
Desaprovação do governo de Jair Bolsonaro aumentou

São Paulo, 5 de julho – A desaprovação do governo Jair Bolsonaro subiu de 51,40% para 62,50%, segundo dados da pesquisa CNT/MDA divulgados nesta segunda-feira, 5, sugerindo maior desgaste com a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as ações do governo na pandemia, a CPI da Covid.

Os desdobramentos da CPI da Covid, somados ao pedido de abertura de inquérito pelo suposto crime de prevaricação contra o presidente, impulsionaram os resultados do levantamento.

Alta na desaprovação do governo ocorre junto com melhora das chances do ex-presidente Lula

Além da desaprovação do governo, o levantamento também analisou as intenções de voto para as eleições de 2022. Segundo a pesquisa, 61,80% dos entrevistados não votariam de maneira nenhuma no atual presidente e, para a parcela de 45,10%, o mais importante é que ele não seja reeleito. Em paralelo, as chances do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva sobem, refletindo o contexto desfavorável ao Palácio do Planalto.

Em um possível primeiro turno entre os dois, Lula venceria com 41,30% contra 26,60% de Jair Bolsonaro. No segundo turno, o petista teria 52,60% das intenções de voto contra 33,30% do presidente. Ainda assim, 44,50% dos entrevistados afirmam não votar em Lula de jeito nenhum, conforme a CNT/MDA.

A alta na desaprovação do governo também ocorreu em outras pesquisas. No entanto, o presidente da Câmara, Arthur Lira, tem reiterado que não é hora para abrir um processo de impeachment e apontado que a pauta econômica caminhará.

Cientistas políticos consideram que o governo tem tempo para recuperar aprovação

A pesquisa destaca também que 56,50% das pessoas ouvidas estão preocupadas com a renda familiar que, segundo elas, apresentou queda. O auxílio emergencial é a preocupação de 74,60% dos entrevistados. Em paralelo, 88,20% acreditam que o avanço da vacinação contribuirá para o fortalecimento da economia.

Em oposição à desaprovação do governo, a aprovação ficou em 27,70%, contra 32,90% no levantamento anterior. Esta margem é considerada por cientistas políticos como inviável para tentativas de impeachment e garante Jair Bolsonaro no segundo turno, o que indica tempo para o Executivo se recuperar, beneficiando-se do avanço da vacinação, da prorrogação do auxílio emergencial, da possível criação do novo Bolsa Família e da votação de reformas e privatizações.

Texto: Cíntia Thomaz
Edição: Leopoldo Vieira e João Pedro Malar
Arte:  Vinícius Martins / TC Mover


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