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Entrevista exclusiva: Barros vê Congresso priorizando pauta econômica em dezembro

Postado por: TC Mover em 25/11/2020 às 17:33
Bolsonaro e Barros - Twitter - TC Mover

Brasília, 25 de novembro – O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, afirmou em entrevista exclusiva com o analista político da TC Mover Leopoldo Vieira que dezembro terá um avanço rápido da pauta econômica. 

Barros falou sobre os rumores da prorrogação do auxílio emergencial e disse que deputados e senadores vão superar suas diferenças para priorizar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO, do Orçamento para 2021 e Proposta de Emenda à Constituição, PEC, Emergencial. Confira abaixo a entrevista completa.

TC Mover – Líder, o senhor acredita que o Congresso conseguiria aprovar as medidas de ajuste fiscal, como a PEC Emergencial, e o Orçamento para 2021, mesmo que começando pela LDO 2021, sem a suspensão do recesso de janeiro? Em suas previsões, quando isso seria possível?

Ricardo Barros – Nós vamos aprovar a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2021] com certeza, poderemos aprovar o Orçamento [para 2021] e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição] Emergencial. São prioridades e tenho certeza que tanto o Senado quanto a Câmara entendem sua prioridade e vão conseguir superar as diferenças e entregar aos brasileiros essas matérias.

TC Mover – Qual a importância do auxílio emergencial para a economia e em caso de uma segunda onda da pandemia chegar ao país? Qual é hoje a melhor forma, em sua visão, de conciliar este apelo da sociedade, que as pesquisas identificam, por um programa social mais amplo com o Teto de Gastos?

Barros – [Prorrogar] o auxílio emergencial em caso de segunda onda é uma possibilidade, mas nós não estamos considerando isso porque a curva de mortandade no Brasil vinha com uma característica muito diferente desses outros países que tiveram a segunda onda. E nós esperamos que isso não aconteça, até porque não temos o Orçamento de Guerra no ano que vem. Portanto, não temos como prorrogar o auxílio emergencial.

TC Mover – Segundo alguns analistas de mercado, nos primeiros quatro meses de 2021 haverá uma convergência de fatores que pressionarão as contas públicas, como balanços de receitas baixos, vencimentos da dívida pública e impactos da inflação sobre o cálculo do Teto de Gastos. Isso poderia exigir a aprovação de diversos projetos de crédito extra pelo Parlamento para não romper regras fiscais. Esta projeção preocupa? Como lidar com este desafio?

Barros – As contas públicas em 2021 deverão estar sob controle do rigor fiscal do Teto de Gastos e, obviamente, que é um grande desafio, mas para isso é que temos o ministro [da Economia] Paulo Guedes, equipe econômica qualificada, e o Parlamento, certamente, a disposição e pronto para votar matérias que possam contribuir para que este Teto de Gastos possa ser mantido.

TC Mover – Existe uma reaproximação dos partidos base com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia? Que pautas em comum poderiam ser construídas para o final deste ano e início do ano que vem?

Barros – Os partidos da base têm interesse em voltar às matérias que são de interesse do Brasil e o presidente Rodrigo Maia também, assim como o presidente Davi Alcolumbre, no Senado. Tenho certeza que vamos, neste mês de dezembro, avançar rapidamente na pauta e poderemos demonstrar ao país a nossa preocupação com o Brasil acima das diferenças de governo, oposição ou de outros objetivos que não sejam ajudar o nosso país a sair da crise

TC Mover – O projeto que dá autonomia ao Banco Central deve passar na Câmara?

Barros – O projeto que dá autonomia do Banco Central, sim, deve ser votado na Câmara ainda no mês de dezembro. Penso que teremos um acordo para essa matéria entre os partidos da base do governo.

TC Mover – Como o senhor vê o cenário no Congresso, sobretudo na Câmara, em relação aos vetos presidenciais ao Marco do Saneamento, principalmente ao artigo 16 que permitiria a renovação de contrato.

Barros – O veto presidencial do [Marco do] Saneamento, nós esperamos manter o veto na Câmara dos Deputados. Verifiquei com todos os senhores líderes da Câmara e ninguém se comprometeu com um acordo que foi firmado. Então, nós temos liberdade para propor a manutenção desse veto a Câmara dos Deputados.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: Bolsonaro e Barros/Twitter/TC Mover

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