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Especial: Ministro Tarcísio Freitas espera que Infra Week seja divisor de águas para infraestrutura

Postado por: TC Mover em 30/03/2021 às 20:26

São Paulo, 30 de março – Com tom técnico e otimista, o ministro da pasta de infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas falou hoje à TC Rádio. Ele defendeu o ajuste fiscal e sinalizou que o Brasil tem um portfólio completo e rentável de opções de investimentos para a inciativa privada. Além disso, afirmou categoricamente que o país vai contar com a Ferrogrão, principal projeto logístico nacional.


Projeto de ferrovia que liga Centro-Oeste ao Pará será executado “de uma forma ou de outra”, disse ministro

Sobre a aprovação dos projetos da ferrovia de 993 km que liga a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao porto de Mirituba, no norte do país, no estado do Pará, Tarcísio afirmou que espera pelo fim da pandemia para interferir na parte que passa por terras indígenas. Ele disse ainda que o projeto vai ser executado de “uma forma ou de outra”.

Caso a concessão do projeto seja barrada por outros poderes, a obra poderá ser feita de forma pública para posterior transferência para a iniciativa privada. Na questão das áreas indígenas, a solução pode ser um desvio custoso, mas viável, da ferrovia, usando a área federal às margens da BR-163. Freitas ressaltou que a obra deverá ter o selo verde, que melhora o ambiente para investimentos no Brasil.


Infra Week pode ser marco histórico para desestatizações, estima Tarcísio

Questionado sobre a Infra Week, como o ministério denominou as rodadas de leilões de 28 ativos estatais, como aeroportos e rodovias, a serem realizadas entre os dias 7 e 9 de abril, Tarcísio disparou que ela pode ser um marco histórico para as desestatizações em infraestrutura no Brasil. Serão mais de 10 bilhões de reais em investimentos, incluindo 22 aeroportos, trecho da ferrovia de integração Oeste-leste e cinco terminais portuários, completou.

O objetivo de Tarcísio à frente da pasta de infraestrutura é o de atrair capital da iniciativa privada para o Brasil. Ele afirmou que o portfólio de projetos de desestatização do país é único no mundo pela sua diversidade, baixo investimento em bens de capital e altos retornos. O ministro citou que haverão privatizações históricas em breve no Brasil.

Tarcísio disse que serão mais de R$260 bilhões captados em investimentos até o final de 2022. Nesse pacote, ele cita que ainda mais aeroportos, rodovias e terminais portuários do que os já anunciados deverão tramitar até o fim do mandato de Jair Bolsonaro. Ele mostrou confiança na entrada robusta de investimentos diretos do capital estrangeiro no Brasil e completou que o ministério está em contato com equipes do governo Biden nos Estados Unidos.


Ministro da Infraestrutura vê compromisso do governo e Congresso com Orçamento

O tom foi de otimismo também quando o assunto foi ajuste fiscal: o ministro vê Poder Executivo e Congresso comprometidos com acertar o Orçamento para 2021. Para ele, demonstrar para o mundo que o governo tem solvência e controle da trajetória da dívida é fundamental e preenche lacunas importantes na pasta de infraestrutura.

“O ciclo acelerado de vacinação vai restabelecer a mobilidade e acelerar a economia no segundo semestre” disse Freitas. Os dados do Índice de Atividade do Banco Central, IBC-Br, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, foram surpreendentes e mostram que a pasta da Economia tem muito bons resultados considerando o cenário de pandemia.


Ministério da Agricultura e Bolsonaro foram elogiados

Elogios sobraram também para o Ministério da Agricultura e para o presidente Jair Bolsonaro. Para Tarcísio, Bolsonaro teve uma coragem enorme e pioneira ao colocar especialistas técnicos à frente dos ministérios. Ele atribui os próprios resultados à tal coragem, mostrando lealdade ao chefe do executivo. Quando perguntado sobre rumores de uma candidatura para o governo do estado do Rio de Janeiro, Freitas reiterou também que não tem o menor interesse em traçar uma carreira política.

Tarcísio completou a fala afirmando que investimento público deve ser complementar ao privado. Ele acredita que investimentos públicos têm que ser orientados para o futuro. Também acredita que podem ser positivos do ponto de vista fiscal. Por exemplo, o investimento em saneamento e em digitalização pode desvincular verbas da saúde e da educação, respectivamente.

Texto: Felipe Corleta, Gabriel Medina e Mariana Galvão
Edição: Clara Guimarães e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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