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Especial: Na próxima semana, mercado espera destravamento da agenda

Postado por: TC Mover em 12/03/2021 às 14:29
Agenda

Brasília, 12 de março – Na próxima semana, o mercado espera que a agenda econômica seja destravada, superado o susto com uma possível desidratação da Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, a PEC Emergencial, fora dos marcos aceitáveis pela equipe econômica. A matéria será promulgada pelo Congresso na segunda-feira. A base do governo funcionou, mas evidenciou que mais ajustes na articulação política merecem ser feitos. O Centrão é aliado das reformas? A resposta depende da agenda.


Reforma Administrativa pode dar primeiros passos na Câmara

Um sinal de destravamento da agenda é o relatório da Reforma Tributária, que deve ser apresentado já semana que vem, segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira. A Reforma Administrativa pode dar seus primeiros passos com a volta das comissões na Casa.

O Marco do Gás pode ser aprovado pelos deputados, mas em dia ainda incerto na agenda, e o das Ferrovias deve entrar na pauta do Senado, mas não está confirmado por enquanto. De anúncio relevante apenas o fato de que os senadores vão analisar um projeto que estende até o final de 2021 a autorização a estados e municípios para usar saldos dos fundos de saúde repassados pelo governo federal.

Lira se destaca como fiador da agenda de reformas

O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, convocou sessão para quarta e quinta-feira para analisar cerca de 36 vetos presidenciais. Uma reunião de líderes na segunda decidirá se os do Marco do Saneamento estarão na lista. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, disse à TC Mover que, se pautados, serão mantidos.

Mas ainda faltará a edição da medida provisória, MP, que libera o auxílio emergencial. A MP da capitalização da Eletrobras também segue no radar do governo.

Lira se destaca até aqui como fiador de reformas, afastando-se da visão que associava o deputado e o Centrão apenas a uma imagem de fisiologia. Já Barros também afirmou à TC Mover que a visão liberal do governo será um diferencial entre Bolsonaro e Lula em 2022, e que a volta ao jogo do petista não atrapalhará a agenda de reformas.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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