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Especial: Sociedade ainda não capturou fim do auxílio emergencial, mostra pesquisa

Postado por: TC Mover em 15/01/2021 às 16:33
auxílio emergencial

Brasília, 15 de janeiro – O fim do auxílio emergencial ainda não foi plenamente capturado pela opinião pública brasileira, segundo levantamento Exame/Ideia divulgado hoje. O estudo aponta que 70% acreditam na manutenção da ajuda financeira. Isto inclui apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que oscilou 35% a 37%, dentro da margem de erro em relação à última pesquisa, apesar de 67% dos brasileiros considerarem que a vacinação contra a Covid-19 está atrasada.

 

Para o analista político do TC, Leopoldo Vieira, esses dados indicam que o auxílio emergencial pesa na avaliação de Bolsonaro mais do que a imunização. Assim, quando for ampliada a percepção de que o benefício foi encerrado e os efeitos econômicos e sociais disso forem sentidos, Bolsonaro e o Congresso tendem a perder popularidade.

 

Com isso, a opinião pública deve dar outro peso às eventuais falhas do processo de imunização. Além disso, deve pressionar o governo e o Congresso a manter ou a criar um benefício substituto, com riscos ao Teto de Gastos.

Prorrogação do auxílio emergencial e inflação alta aumentam risco de não cumprir Teto

Para a economista-chefe do TC, Fernanda Mansano, tanto em um cenário de prorrogação do auxílio emergencial assim como de inflação mais alta, o risco de o governo não cumprir o Teto de Gastos é grande.

As medidas de enfrentamento à pandemia, de acordo com Mansano, elevaram as despesas do governo a R$594,2, bilhões no ano passado, sendo o auxílio emergencial, também chamado de coronavoucher, responsável por R$321,8 bilhões.

auxílio emergencial

Para ela, uma possível extensão do auxílio emergencial, ou medida equivalente, com aumento dos gastos públicos, pode ancorar as expectativas do mercado tanto em um cenário inflacionário, caso a retomada econômica ocorra no fim do primeiro trimestre, quanto de insustentabilidade fiscal, refletindo em juros mais altos para o futuro.

Por isso, Vieira e Mansano esperam que 2021 seja um ano de permanente insegurança sobre o rompimento da regra. Para a consultoria Eurasia Group, há entre 30% a 40% de chances de o auxílio emergencial ser reintroduzido em caso de agravamento da pandemia.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Guillermo Parra-Bernal e Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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