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Especial: Sucessão no Congresso e cenário fiscal

Postado por: TC Mover em 22/01/2021 às 15:15
Congresso

Brasília, 22 de janeiro – A senadora Simone Tebet está a apenas quatro votos de virar a vantagem de seu adversário, Rodrigo Pacheco, na disputa pelo comando do Senado, segundo cálculos do Estado de S. Paulo para as disputas no Congresso.

Pacheco, que é apoiado tanto pelo presidente Jair Bolsonaro quanto pelo PT, tem adesão oficial de partidos que lhe dão os 41 votos necessários para vencer. Enquanto Tebet, conforme o Placar do Estadão, aparece com cerca de 37 votos, sendo o colégio eleitoral formado por 81 senadores.

Tebet e Pacheco divergem sobre Teto de Gastos

Enquanto Pacheco disse a agências que o Teto de Gastos não é intocável e defendeu uma discussão sobre a retomada do auxílio emergencial ou um aumento do Bolsa Família a partir de fevereiro, Tebet tem declarado que também concorda em rediscutir o auxílio, porém com respeito à principal regra fiscal do país.

Embora a congressista afirme que manterá uma relação independente com o Planalto, ela tem o suporte dos líderes governistas no Congresso, Eduardo Gomes, e no Senado, Fernando Bezerra Coelho. Se prevalecer Pacheco e o deputado Baleia Rossi na Câmara, o chamado coronavoucher deve ganhar maior destaque, aumentando dúvidas sobre o fiscal.

Lira defende aprovação da PEC Emergencial antes de novo auxílio

Na outra casa legislativa do Congresso, a Câmara, o deputado Arthur Lira, com a adesão do PSL, PTB e Podemos, cresceu para em torno de 259 deputados, margem tênue acima dos 257 votos exigidos para suceder Rodrigo Maia.

Ontem, em evento em São Paulo, Lira avaliou que o mercado aceitaria entre R$20 bilhões e R$50 bilhões em gastos com o auxílio por um período de seis meses. Contudo, o homem-forte do Centrão reafirmou que, antes, é preciso aprovar a Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, a PEC Emergencial, e o Orçamento para 2021. Um cenário considerado por analistas financeiros como menos desfavorável para a renda fixa, variável e o câmbio.

Discussão sobre Teto de Gastos deve continuar após sucessão no Congresso

Para a economista-chefe do TC, Fernanda Mansano, o risco de rompimento do Teto de Gastos permanecerá no radar até 2026, ainda que sejam votadas as reformas fiscais pelo Congresso. A perda de popularidade de Bolsonaro, que caiu, em uma semana, de 37% para 26% de aprovação na pesquisa Exame/Ideia, pressionará por mais estímulos enquanto o plano nacional de vacinação contra a Covid-19 não obtiver resultados significativos, de acordo com Mansano.

Em entrevista para a TC Mover, Silvio Cascione, da Eurasia Group, disse que se Bolsonaro ficar mais impopular, ele acaba numa posição mais vulnerável para negociar com o Congresso.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Arte: TC Mover

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