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Especial: Vacinação é preocupação fiscal e solução à pandemia, diz Barros

Postado por: TC Mover em 19/03/2021 às 13:37
Barros

São Paulo, 19 de março – O combate à pandemia é uma preocupação fiscal, o que faz da vacinação em massa contra a Covid-19 a solução mais barata para encerrar a crise, disse o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.


Comentários de Barros sugerem maior pressão do Congresso sobre presidente

Os comentários do líder do governo, feitos hoje em entrevista à TC Rádio, sugerem uma maior pressão do Congresso em cima do presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, Bolsonaro autorizou a compra de R$20 bilhões em vacinas, “mas é preciso que sejam entregues”.

Para Barros, 2022 deve ser um ano de franca recuperação econômica, com retomada a partir de agosto deste ano e imunidade de rebanho alcançada em setembro.

Bolsonaro “tem suas posições”, mas Barros vê o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, com “todas as condições políticas” de se articular com o Congresso para aprovar matérias importantes contra a Covid-19. “Queiroga poderá influenciar o governo para as decisões mais adequadas ao momento”, pontuou.

Morte de Major Olímpio e troca na Saúde não devem impactar em votações, avalia deputado

Barros negou que a morte do senador Major Olímpio, por complicações da doença na noite de ontem, vá atrapalhar a agenda econômica. Ele ressaltou a aprovação do projeto de autonomia do Banco Central, Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, Marco do Gás e a manutenção dos vetos ao Marco Geral do Saneamento.

O líder do governo na Câmara também negou que as votações do Congresso serão impactadas negativamente por supostas insatisfações na base aliada com o nome de Queiroga.

Deputado disse que Reforma Administrativa deve ser votada em 60 dias, no máximo

Por fim, Barros avaliou que as reformas Administrativa e Tributária, que considerou mais complexa, podem ser aprovadas ainda em 2021. Sobre a Administrativa, foi mais otimista, projetando votação em “60 dias no máximo”.

Quanto ao auxílio emergencial, cuja medida provisória foi editada nesta quinta-feira, Barros disse que é possível que o governo não precise prorrogar o benefício, desde que não surjam novas variantes do coronavírus.

Texto: Leonardo Levatti e Vinícius Custódio
Colaboração: Karine Sena e Leopoldo Vieira
Edição: Guillermo Parra-Bernal e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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