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Governadores querem reunião com Jair Bolsonaro; crise política faz mercado local se descolar do exterior

Postado por: TC Mover em 23/08/2021 às 16:32
Governadores buscam reunião com Bolsonaro para resolver crise entre Poderes

São Paulo, 23 de agosto – Os governadores se reuniram nesta segunda-feira, 23, para decidir como se posicionar diante da crise entre os Poderes. Além das rusgas entre o Executivo e ministros do Supremo Tribunal Federal, o clima é de instabilidade diante das consideradas ameaças de ruptura por parte do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Com o intuito de baixar a temperatura, os governadores decidiram redigir uma carta para solicitar um encontro com Bolsonaro, com a participação de líderes da Câmara e do Senado. Diante desse cenário político instável e da percepção de riscos fiscais, o mercado de ações do Brasil não acompanhou o bom desempenho das bolsas internacionais.

Após ensaiar alta na abertura, o Índice Ibovespa sofreu queda. Por volta das 16h20, o indicador recuava 0,29%, aos 117.705 pontos, e o dólar futuro oscilava em torno da estabilidade a R$5,38. As taxas de juros futuros refletiam o aumento de percepção de risco, com avanços em toda a extensão da curva do DI em até 19 pontos-base.

Durante o Fórum de Governadores, Wellington Dias, do Piauí, de oposição ao governo, reforçou a importância de um clima pacífico para a economia. “O objetivo é demonstrar a importância de o Brasil ter um ambiente de paz, de serenidade, onde possamos garantir a forma de valorização da democracia. Mas principalmente criar um ambiente de confiança que permita atração de investimentos, geração de empregos e renda”, afirmou.

Governadores e o Sete de Setembro

Durante o fórum, os governadores também demonstraram preocupação com as manifestações marcadas para o feriado da Independência, no 7 de setembro. O presidente Bolsonaro está apoiando os atos e disse que comparecerá em Brasília e São Paulo, o que uma articulação envolvendo os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, tentam evitar.

“Esse tipo de manifestação (…) não se insere nas fronteiras legítimas da democracia. Pessoas armadas? Pessoas armadas na rua não é passeata, é motim”, disse o governador do Maranhão, Flávio Dino, também de oposição.

Mais cedo, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, descartou qualquer tipo de convulsão com os atos de 7 de setembro. “Isso aí tudo é fogo de palha. Zero preocupação”, declarou o general ao chegar a seu gabinete. Contudo para o governador de São Paulo, João Doria,  as manifestações serão “ruidosas” e podem “colocar em risco a democracia”.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Leopoldo Vieira
Arte: Mover


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