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Governo estuda crédito de US$600 milhões do Banco Mundial para vacinação

Postado por: TC Mover em 22/06/2021 às 19:09
Governo quer empréstimo

São Paulo, 22 de junho – O governo do Brasil pretende pedir ao Banco Mundial, o Bird, um empréstimo de US$600 milhões, o equivalente a R$3 bilhões, para a compra de vacinas contra a Covid-19. A medida seria justificada com o argumento de que a retomada da economia depende de um plano de vacinação mais célere.


Governo pretende ampliar catálogo de vacinas e produzir IFA nacionalmente

Segundo o documento obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo, o projeto prevê a possibilidade de ampliar o catálogo de vacinas compradas pelo Ministério da Saúde. A ideia é, também, produzir nacionalmente o Ingrediente Farmacêutico Ativo, IFA. A escassez do insumo já atrasou a aplicação de imunizantes no Brasil, impactando a campanha de vacinação.

A medida solicita “suporte aos esforços de vacinação do governo” durante um período de dois anos. O financiamento pode ocorrer por meio de reembolso de valores já pagos ou pelo financiamento de despesas no futuro, diz a reportagem do jornal.

Segundo o documento, 135 milhões de doses de vacinas já foram recebidas ou são previstas até o final do mês de junho. Outras 176 milhões de doses são esperadas para o terceiro trimestre, enquanto 310 milhões estão previstas entre outubro e dezembro.


Empréstimo precisará ser pago em até 20 anos e será analisado pela Cofiex

De acordo com o Ministério da Economia, a operação do governo deverá passar por um processo de análise na Comissão de Financiamentos Externos, Cofiex, para que ela possa ser encaminhada em seguida ao Banco Mundial.

Caso aprovado, o empréstimo deverá ser pago pelo governo em até 20 anos, com cinco anos de carência. “É importante mencionar que o custo desses financiamentos, em geral, é inferior ao custo de captação do Tesouro Nacional”, informou a pasta.

Os brasileiros que tomaram as duas doses de vacinas contra a Covid-19 somam 11,52%, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, divulgados ontem. Já a primeira dose foi aplicada em 30,43% da população do país.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Angelo Pavini e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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