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Governo tenta reduzir fundo eleitoral para evitar desgaste

Postado por: TC Mover em 20/07/2021 às 11:59
Fundo eleitoral e governo

São Paulo, 20 de julho   – A base de apoio de Jair Bolsonaro no Congresso Nacional busca um mecanismo para o presidente da República vetar o fundo eleitoral de R$5,7 bilhões sem comprar uma briga com o Centrão, segundo a Folha de São Paulo. Em meio à queda de popularidade do governo, o grupo de aliados tem um papel decisivo nas condições de governabilidade de Jair Bolsonaro.

Para isso, a solução levada ao Planalto envolve o envio de uma mensagem ao Congresso para alterar a Lei Orçamentária Anual, reduzindo a verba destinada a campanhas eleitorais de 2022 para cerca de R$4 bilhões. Os congressistas aprovaram na quinta-feira um fundo de R$5,7 bilhões, quase o triplo do atual fundo de R$2,0 bilhões.

A apoiadores do governo Jair Bolsonaro criticou Marcelo Ramos

Jair Bolsonaro disse em entrevista à TV Brasil ontem que vetará o aumento do fundo eleitoral em até 15 dias úteis. Em conversa com apoiadores do governo, ele voltou a responsabilizar o deputado Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara que conduziu a sessão de votação da LDO, aprovada antes do recesso. Por sua vez, Marcelo Ramos disse que o presidente tenta se esquivar das responsabilidades.

Por exercer a função de vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos é apontado por jornais como um péssimo inimigo para Jair Bolsonaro, pois na ausência de Arthur Lira ele poderia ter a prerrogativa do cargo para dar andamento a pedidos de impeachment.

De acordo com nota divulgada pelo Broadcast ontem, Marcelo Ramos pediu oficialmente a Arthur Lira para ter acesso aos processos de pedidos de impeachment contra o chefe do Executivo protocolados no Legislativo. Hoje pela manhã, pelo Twitter, o vice-presidente da Câmara afirmou que vê consistência em pedido de impeachment de Bolsonaro.

Caso haja aumento de encargos, Reforma Tributária será vetada, disse o presidente

Em entrevista em seu perfil do Facebook, Jair Bolsonaro aproveitou para comentar a Reforma Tributária e afirmou que caso haja aumento de encargos, a Reforma poderá ser vetada.

O presidente também reafirmou que não aceitará eleições sem a contagem pública de votos. Além disso, distribuiu ataques ao ministro do STF Luis Roberto Barrroso, indo de encontro ao pedido do presidente da Corte, Luiz Fux.

Texto: Cíntia Thomaz
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover


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