Guedes: Negociações por precatórios serão retomadas - TC
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Guedes diz que negociações por precatórios serão retomadas na semana que vem

Postado por: TC Mover em 10/09/2021 às 17:35
Guedes sobre precatórios

Brasília, 10 de setembro –  O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira que a equipe econômica retomará na semana que vem as negociações com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso em torno dos precatórios e do Orçamento. A declaração vem na esteira do aceno do presidente Jair Bolsonaro aos outros poderes.

“Estamos retomando as conversas com o presidente do Supremo Tribunal Federal, com o presidente do Senado e com o presidente da Câmara dos Deputados. E estaremos de volta às negociações na semana que vem com a agenda”, afirmou Guedes, em painel virtual promovido pelo Credit Suisse.

Nota de Bolsonaro pela harmonia entre os Poderes

No evento, o ministro da Economia comentou a carta oficial divulgada na véspera, na qual o presidente Jair Bolsonaro afirmou que nunca teve “intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. “O presidente deixou claro que ele está jogando de acordo com as regras. Em nenhum momento eu tive indicação do presidente de que ele violaria regras democráticas”, declarou.

Ainda de acordo com Guedes, essa iniciativa de Bolsonaro sinaliza que ele não estava conclamando movimento contra o Supremo Tribunal Federal, Congresso ou qualquer outro poder institucional. “Colocou tudo de volta aos trilhos”, concluiu o ministro.

Comentando as manifestações do feriado do Dia da Independência, Guedes destacou o caráter pacífico dos atos convocados por Bolsonaro. Afirmou, entretanto, que o presidente pode ter ultrapassado seu território com palavras, “mas nunca com ações.”

IPCA de agosto

No âmbito dos dados da inflação para o mês de agosto, divulgados na véspera pelo IBGE, Guedes disse acreditar que os preços encontram-se, atualmente, no “pior momento”, mas previu desaceleração. Para este ano, projetou que o IPCA deverá encerrar entre 7,5% e 8,0%. Já ao fim de 2022, vê a inflação em torno de 4,0%, acima do centro da meta do Banco Central, estipulada em 3,50%.

Ao mencionar a melhora da trajetória da dívida pública como proporção do Produto Interno Bruto, também projetou que a relação deverá encerrar este ano em torno de 81% a 82%. Para o ano que vem, previu um decréscimo, alcançando nível em torno de 77% a 78%, próximo do patamar registrado no período pré-pandêmico, de 74,3% em 2019, em dado revisado pelo BC.

Ao ser questionado sobre a agenda econômica, sinalizou confiança de que o Senado aprovará o projeto do Imposto de Renda. Também afirmou que o atual governo vai dar continuidade ao processo de desinvestimento de ativos até “o último dia em que estivermos aqui”.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover


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