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Marcelo Queiroga afirma que suspenderá contrato com Covaxin

Postado por: TC Mover em 29/06/2021 às 18:03
Marcelo Queiroga afirmou que governo suspenderá contrato da Covaxin

São Paulo, 29 de junho – Após uma série de suspeitas de irregularidades, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a pasta suspenderá ainda nesta terça-feira, 29, o contrato com a vacina indiana Covaxin, atendendo a uma orientação da Controladoria-Geral da União, CGU. O órgão informou que vai apurar o processo do contrato do imunizante.

“Não é mais oportuno importar as vacinas neste momento”, afirmou Marcelo Queiroga. O contrato, que previa adquirir 20 milhões de imunizantes, foi assinado pelo Ministério da Saúde em fevereiro, no valor de R$1,6 bilhão. Sem a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, as doses não chegaram ao Brasil.

Decisão de Marcelo Queiroga ocorre após denúncia envolvendo compra da Coxavin

A negociação com a Covaxin era intermediada pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos. A companhia está no centro do episódio envolvendo supostas fraudes na compra dos imunizantes após denúncia do deputado federal Luis Miranda e do irmão, Luis Ricardo Miranda, servidor do ministério chefiado por Marcelo Queiroga.

Na última sexta-feira, 25, o deputado depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito  que investiga as ações do governo na pandemia, a CPI da Covid. Ele afirmou que a denúncia evitou um prejuízo de R$45 milhões ao Brasil e reafirmou que levou o caso ao presidente Jair Bolsonaro.

Senadores apresentaram notícia-crime ao STF contra Jair Bolsonaro por prevaricação

Após os depoimentos dos irmãos Miranda, o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues, e os senadores Fabiano Contarato e Jorge Kajuru apresentaram notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro junto ao Supremo Tribunal Federal, STF, por prevaricação. O termo representa a situação em que um servidor público não toma uma ação que deveria ou a retarda com o objetivo de beneficiar interesses externos ao bem coletivo.

Ontem, a ministra do STF Rosa Weber foi sorteada como relatora da notícia-crime contra Jair Bolsonaro. Ela afirmou que as tratativas de contrato com a indiana Covaxin foram “pouco transparentes” e classificou como “grave suspeita” as investigações da CPI da Covid.

Líder do governo no Senado falou sobre contrato antes de anúncio de Marcelo Queiroga

Durante a oitiva de hoje na comissão, o líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro determinou a apuração de irregularidades no contrato da Covaxin.

Segundo o senador, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, sucedido por Marcelo Queiroga, escalou seu secretário-executivo, Elcio Franco. Ele, de acordo com Fernando Bezerra, teria averiguado o acordo para a negociação da Covaxin e não identificado irregularidades.

Texto: Cíntia Thomaz
Edição: Angelo Pavini e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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