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Novo auxílio emergencial exigirá aumento da dívida, diz Bittar

Postado por: TC Mover em 12/02/2021 às 14:20
Auxílio

Brasília, 12 de fevereiro – O relator do Orçamento de 2021, senador Marcio Bittar, disse hoje em reunião da Comissão Mista de Orçamento, CMO, que um novo auxílio emergencial “para quem ainda precisa do Estado” exigirá o aumento da dívida pública e que a pandemia justifica isso, mas afirmou que poderia prejudicar os debates se desse maiores informações.


Rodadas de auxílio custaram R$324 bilhões em 2020, segundo Legislativo

Bittar declarou que espera chegar a um consenso no colegiado para conceder mais um auxílio a pessoas vulneráveis na pandemia. À GloboNews, o senador propôs utilizar aspectos das Propostas de Emenda à Constituição, PECs, de ajuste fiscal, como a Emergencial e do Pacto Federativo, para melhorar a condição das contas públicas, em linha com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Bittar também é o relator de ambas as PECs.

As rodadas de auxílio, também conhecido como coronavoucher, em 2020 custaram R$324 bilhões, que pesaram na dívida em cerca de R$761 bilhões, segundo contas do Legislativo.

Mourão disse que créditos extraordinários podem ser usados para custear benefício

Hoje, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o governo “não pode ser escravo do mercado” e que os créditos extraordinários, que não contam no Teto de Gastos, mas pressionam a dívida e déficit, podem ser usados para bancar o retorno do auxílio, como têm insistido fontes da TC Mover.

Relatório Prisma, divulgado nesta sexta-feira pela Época em meio às discussões sobre o auxílio, revela que economistas consultados pelo Ministério da Economia reduziram suas projeções para o déficit primário do governo em 2021 em mais de R$10 bilhões.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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