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Oposição dificulta aprovação de crédito suplementar e votação é adiada; bolsa tomba

Postado por: TC Mover em 05/06/2019 às 13:37

A aprovação do crédito suplementar de R$248,9 bilhões – vital para o governo conseguir honrar compromissos de despesas sociais e de Previdência Social nas próximas semanas – foi adiada para a semana que vem, após a oposição condicionar a iniciativa à liberação de R$11 bilhões para educação e para o Minha Casa Minha Vida. A mudança reavivou os temores de falhas na articulação do governo e fez a bolsa desabar e o dólar disparar.

 

Segundo disse ao jornal O Estado de S. Paulo o relator do projeto na Comissão Mista de Orçamento do Senado, Hildo Rocha, sem acordo entre governo e Congresso, a aprovação do crédito poderia demorar até 20 dias. Por conta disso, a comissão adiou a votação para 11 de junho, depois que partidos do chamado Centrão e da oposição se uniram para pedir, também, que o Tesouro Nacional explique o porquê do valor solicitado.

 

O projeto autoriza um crédito extra para garantir o pagamento de subsídios e benefícios assistenciais sem descumprir a chamada Regra de Ouro. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse à Rádio CBN nesta segunda-feira que, sem o crédito suplementar, deverá adiar o Plano Safra de 2019/2020 e terá problemas para pagar o Benefício de Prestação Continuada.

 

A bolsa despencou, com o índice Bovespa mergulhando 1,42% a 96.000 pontos, pior queda no intradia desde 16 de maio. O dólar futuro avançava ante o real brasileiro na B3, alta de 0,40% a R$3,87800 – primeiro ganho em quatro pregões. Os juros futuros, um indicador das preocupações do mercado quanto à saúde fiscal do país, operavam voláteis, porém com viés de alta nas pontas mais curtas e mais longas.

 

(Foto: Hildo Rocha/ Luis Macedo-Câmara)

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