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Possibilidade de prorrogar auxílio emergencial volta a circular em Brasília

Postado por: TC Mover em 23/12/2020 às 16:42

Brasília, 23 de dezembro – A prorrogação do auxílio emergencial voltou a circular como possibilidade nos bastidores de Brasília, um dia após o Congresso entrar oficialmente em recesso. 

A condição aventada é em caso de os governadores decretarem novas restrições de fechamento de lojas e comércios devido ao agravamento da pandemia, disseram fontes do Ministério da Economia à Bloomberg. 

Equipe econômica prepara medidas de estímulo

Apesar da prorrogação do benefício ainda não estar sobre a mesa da equipe econômica, a pasta já prepara medidas de estímulo, como o pagamento antecipado do abono salarial e do 13º salário para aposentados, que não furariam o Teto de Gastos, conforme a agência.

Os auxiliares de Paulo Guedes, ministro da Economia, contam com uma ampla campanha de vacinação em 2021 para evitar mais pressões por gastos. Porém, Guedes afirmou recentemente ao Congresso que a prorrogação do auxílio seria certa em caso de uma segunda onda de Covid-19 chegar ao país. 

Prorrogação do auxílio emergencial pode vir do governo

Fontes da TC Mover que acompanham o assunto afirmaram que, confirmado o risco, o governo deve preferir editar uma medida provisória prorrogando benefício de R$300 por mais três meses, pois assim o presidente Jair Bolsonaro conquistaria pontos com a opinião pública, em vez de deixar que o Parlamento lidere a ideia, como por meio do projeto apresentado no mesmo sentido pelo senador Alessandro Vieira.

O aumento de despesas obrigatórias, principalmente por causa da alta da inflação, deve levar o Ministério da Economia a fazer um corte de R$10 bilhões a R$20 bilhões no Orçamento do próximo ano para cumprir o Teto de Gastos, segundo a Folha de S. Paulo. 

O Tribunal de Contas da União deve decidir no final de janeiro quais restos a pagar do Orçamento deste ano poderão ser usados no do ano que vem.

Em sessão de baixa liquidez, o dólar futuro avançava 0,76%, perto das 16h20. O Ibovespa subia 1,15%, a 117,9 mil pontos.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Kariny Leal e Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação

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