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Senado retoma pauta de votações com vacinas e Câmara reúne líderes

Postado por: TC Mover em 04/02/2021 às 16:27
Senado

Brasília, 4 de fevereiro – O Senado retomou hoje sua pauta de votações às 16h00, analisando a medida provisória, MP, que autoriza o Brasil a integrar o consórcio internacional de vacinas Covax Facility. Na MP está prevista a liberação de R$2,5 bilhões em créditos extraordinários para a compra de imunizantes obtidos pelo programa.

O outro ponto de pauta no Senado é a MP que remaneja recursos no setor elétrico para reduzir tarifas de energia na pandemia, com o esforço de evitar que alterações no texto o devolvam aos deputados.

Mercado espera agenda preferencial com Orçamento e PEC Emergencial

Na terça-feira que vem, os líderes do Senado vão se reunir para definir a agenda prioritária da Casa. Hoje, os chefes de bancada da Câmara começaram a fazer o mesmo às 15h00. As sessões voltam na semana que vem.

O mercado espera, pelas declarações recentes dos presidentes Rodrigo Pacheco, do Senado, e Arthur Lira, da Câmara, e de Jair Bolsonaro, que na lista preferencial estejam a aprovação do Orçamento, para abrir espaço para um novo benefício social dentro do Teto de Gastos, a Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, PEC Emergencial, em uma versão com potência fiscal, e as reformas Tributária e Administrativa.

Além disso, há expectativas em relação às privatizações, com destaque para a da Eletrobras, marcos regulatórios e autonomia do Banco Central. Pacheco, Lira e até Bolsonaro também proclamaram compromissos com uma vacinação em massa.

Governo reduziu prioridades no Senado e Câmara

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, elencou prioridades no Senado e Câmara semelhantes à TC Mover e, ontem, à CNN Brasil, informou que o Planalto decidiu reduzir de 35 para apenas 5 os projetos centrais para serem aprovados rapidamente. O anúncio deve sair na tarde desta quinta-feira.

Em entrevista à TC Mover Felipe Salto, da Instituição Fiscal Independente, IFI, afirmou que a vacinação é fundamental para que a recuperação continue encontrando lugar. Sem ela, os efeitos de um período maior de evolução da doença serão grandes sobre o Produto Interno Bruto, PIB, e, portanto, sobre as receitas do governo, o que afetará o déficit e a dívida, disse o diretor do think-tank ligado ao Senado.

Texto: Leopoldo Vieira

Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins/TC Mover

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