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Vacinação e auxílio emergencial pressionarão governo e Congresso, diz pesquisa

Postado por: TC Mover em 26/03/2021 às 11:44

Brasília, 26 de março – Acelerar a vacinação e auxílio emergencial maior serão duas fortes pressões nos próximos dias sobre o presidente Jair Bolsonaro e sobre o Congresso, indicando a necessidade não apenas de o governo destravar a imunização, inclusive para setores de baixa renda, como de ampliar esforços pelo equilíbrio fiscal.


Bolsonaro tem maior rejeição desde junho, aponta pesquisa

É o que aponta a nova pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta sexta-feira, na qual Bolsonaro aparece com a maior desaprovação nesse levantamento desde junho do ano passado, de 49% dos entrevistados. Já sua aprovação é de apenas 25%. Esse percentual de aprovação, em parte, corresponde aos eleitores mais fiéis do presidente, o que sugere, em nome de chegar ao segundo turno em 2022, sua dificuldade de se desvincular definitivamente da chamada ala ideológica, como exige o Centrão.

Quase 80% da população considera que a vacinação está atrasada, segundo estudo

Além disso, para 77% da população a vacinação contra a Covid-19 está atrasada, e 28% acreditam que só serão vacinados em 2022. Isso revela que o governo se comunica mal com a sociedade, uma vez que a média de imunização alcançou 808.287 doses aplicadas só nesta quinta, segundo o portal Vacina Brasil. É um número próximo à meta de 1 milhão de doses diárias estabelecida pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.


Maioria dos brasileiros pretende pedir auxílio emergencial, diz levantamento

Chegou a 52% o número de brasileiros que pretendem pedir uma nova rodada de auxílio emergencial, mas para 69% o valor atual previsto, em média R$250, não garante a redução o isolamento social. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ao Senado que pode concordar com aumentar o benefício se houver privatizações como contrapartidas fiscais. Governadores enviaram carta à cúpula do Parlamento pedindo R$600.

Ou seja, pode haver maior tensão sobre as contas públicas, sobretudo se a imunização não conseguir ser destravada por resistências de Bolsonaro em seguir o pragmatismo e enfraquecer a ala ideológica. O levantamento ouviu 1.255 pessoas entre os dias 22 e 24 de março.

Texto: Leopoldo Vieira
Edição: Lucia Boldrini e Letícia Matsuura
Arte: TC Mover


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